Lula sobre não ter celular: “Prefiro coçar outras coisas”. Vídeo
Declaração foi dada durante evento em Rio Grande (RS). Petista discursou contra o uso excessivo de aparelhos celulares e redes sociais
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (20/1) que não tem celular e que prefere “coçar outras coisas” do que carregar um aparelho na mão. A fala se deu enquanto o petista discursava contra o uso excessivo da internet e a disseminação de notícias falsas.
“É isso que está tomando conta da cabeça da gente, e eu queria que vocês assumissem a responsabilidade. Eu não tenho celular, eu só uso celular para as minhas coisas de serviço, que eu peço para os meus companheiros. Eu não carrego celular. Ao invés de ficar carregando celular na mão, eu prefiro coçar outras coisas, do que usar celular na mão”, declarou Lula.
Em seguida, o chefe do Executivo disse que a população tem “dependência digital” das redes sociais: “Não tem dependência química? Isso é dependência digital. As pessoas estão desaprendendo a viver livres”.
Lula tem repetido em seus discursos que as pessoas tem que lembrar que são humanas e que não podem “virar algoritmos”. O petista também tem alertado, em suas falas públicas, sobre o compartilhamento de desinformação online e os riscos do uso da inteligência artificial nas eleições de 2026.
De acordo com ele, a direita brasileira possui uma “indústria poderosíssima de mentir“, que será usada durante a campanha.
Agenda no RS
As declarações do titular do Planalto foram dadas durante cerimônia de anúncio de investimentos na indústria naval brasileira por meio do programa Mar Aberto, da Petrobras, no Estaleiro Ecovix de Rio Grande (RS).
Na ocasião, foram assinados contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores e 18 barcaças. De acordo com o governo brasileiro, o investimento é de R$ 2,8 bilhões, com potencial de geração de mais de 9 mil empregos diretos e indiretos.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, discursou antes de Lula e foi vaiado pela plateia do evento. Em resposta, ele pediu respeito dos presentes e afirmou que a hostilização de quem pensa diferente “não leva a lugar nenhum”.
