Lula sobre garimpo ilegal: "Nós resolvemos parar com a brincadeira"
Declaração foi dada em coletiva de imprensa de Lula ao lado do chanceler e primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, nesta segunda-feira (30/1), o fim do garimpo ilegal no Brasil. O problema veio à tona, mais recentemente, após centenas de indígenas da comunidade Yanomami serem resgatados este mês com graves problemas de saúde decorrentes do garimpo ilegal.
“Nós resolvemos parar com a brincadeira. Não vai ter mais garimpo. Se vai demorar um dia ou dois, eu não sei, pode demorar um pouco, mas que nós vamos tirar, vamos”, disse o presidente.
A declaração foi dada em coletiva de imprensa de Lula ao lado do chanceler e primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz.
Um levantamento do MapBiomas mostrou que entre os anos de 2010 e 2021, a atividade avançou 632% nos territórios dos povos originários. A área ocupada se aproximou dos 20 mil hectares no ano passado. O garimpo no Brasil dobrou em apenas uma década. De acordo com o levantamento, a atividade passou de 99 mil hectares, em 2010, para 196 mil em 2021.

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Ver todas“Já tiramos gente. Já houve um tempo em que tiramos garimpeiros de determinados locais que eles não podiam invadir. Nós vamos tomar todas as atitudes para acabar com o garimpo ilegal e vamos cuidar do povo Yanomami com respeito”, disse o mandatário.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA exploração do garimpo ilegal traz a incidência de doenças infecciosas. A falta de assistência em saúde também contribui para o quadro crítico da região.
“Não é possível que se veja as imagens que eu tive a oportunidade de ver e ficar quieto. Na verdade, nós tivemos um governo que podia ser tratado como genocida, porque ele é um dos culpados por aquilo acontecer.”
Bloqueio
Na manhã desta segunda-feira, Lula determinou o bloqueio do tráfego aéreo e fluvial de garimpo ilegal na terra Yanomami. “As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos”, informou o governo em nota.
STF manda investigar possível genocídio
Na noite desta segunda, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a investigação da possível prática dos crimes de genocídio de indígenas e de desobediência de decisões judiciais por parte de autoridades do governo Jair Bolsonaro.
O ministro do STF determinou ainda que o atual governo garanta a retirada de garimpos ilegais em sete terras indígenas, além de ter fixado um prazo de 30 dias para que seja apresentado um diagnóstico dessas comunidades, com o respectivo planejamento e cronograma de execução de medidas.















