Lula sobre garimpo ilegal: “Nós resolvemos parar com a brincadeira”

Declaração foi dada em coletiva de imprensa de Lula ao lado do chanceler e primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz

atualizado

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imagem colorida do presidente Lula em Roraima, durante visita a terra yanomami - Metrópoles
1 de 1 imagem colorida do presidente Lula em Roraima, durante visita a terra yanomami - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert/Secom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, nesta segunda-feira (30/1), o fim do garimpo ilegal no Brasil. O problema veio à tona, mais recentemente, após centenas de indígenas da comunidade Yanomami serem resgatados este mês com graves problemas de saúde decorrentes do garimpo ilegal.

“Nós resolvemos parar com a brincadeira. Não vai ter mais garimpo. Se vai demorar um dia ou dois, eu não sei, pode demorar um pouco, mas que nós vamos tirar, vamos”, disse o presidente.

A declaração foi dada em coletiva de imprensa de Lula ao lado do chanceler e primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz.

Um levantamento do MapBiomas mostrou que entre os anos de 2010 e 2021, a atividade avançou 632% nos territórios dos povos originários. A área ocupada se aproximou dos 20 mil hectares no ano passado. O garimpo no Brasil dobrou em apenas uma década. De acordo com o levantamento, a atividade passou de 99 mil hectares, em 2010, para 196 mil em 2021.

“Já tiramos gente. Já houve um tempo em que tiramos garimpeiros de determinados locais que eles não podiam invadir. Nós vamos tomar todas as atitudes para acabar com o garimpo ilegal e vamos cuidar do povo Yanomami com respeito”, disse o mandatário.

A exploração do garimpo ilegal traz a incidência de doenças infecciosas. A falta de assistência em saúde também contribui para o quadro crítico da região.

“Não é possível que se veja as imagens que eu tive a oportunidade de ver e ficar quieto. Na verdade, nós tivemos um governo que podia ser tratado como genocida, porque ele é um dos culpados por aquilo acontecer.”

Bloqueio

Na manhã desta segunda-feira, Lula determinou o bloqueio do tráfego aéreo e fluvial de garimpo ilegal na terra Yanomami. “As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos”, informou o governo em nota.

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Além de desnutrição, indígenas yanomami sofrem com doenças e infecções
Governo federal decretou estado de emergência em terra indígena Yanomami
Voluntários da Associação Urihi Yanomami resgata criança indígena yanomani em maca vítima de desnetruição no norte do país. Ao fundo, é possível ver avião sobrevoando terreno - Metrópoles
População Yanomami apresenta estado de desnutrição
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Alimentos foram transportados para terra indígena Yanomami
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Alimentos foram transportados para terra indígena Yanomami

Divulgação/FAB
Além de desnutrição, indígenas yanomami sofrem com doenças e infecções
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Além de desnutrição, indígenas yanomami sofrem com doenças e infecções

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Governo federal decretou estado de emergência em terra indígena Yanomami
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Governo federal decretou estado de emergência em terra indígena Yanomami

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Voluntários da Associação Urihi Yanomami resgata criança indígena yanomani em maca vítima de desnetruição no norte do país. Ao fundo, é possível ver avião sobrevoando terreno - Metrópoles
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Voluntários da Associação Urihi Yanomami resgata criança indígena yanomani em maca vítima de desnetruição no norte do país. Ao fundo, é possível ver avião sobrevoando terreno - Metrópoles

Associação Urihi Yanomami
População Yanomami apresenta estado de desnutrição
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População Yanomami apresenta estado de desnutrição

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STF manda investigar possível genocídio

Na noite desta segunda, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a investigação da possível prática dos crimes de genocídio de indígenas e de desobediência de decisões judiciais por parte de autoridades do governo Jair Bolsonaro.

O ministro do STF determinou ainda que o atual governo garanta a retirada de garimpos ilegais em sete terras indígenas, além de ter fixado um prazo de 30 dias para que seja apresentado um diagnóstico dessas comunidades, com o respectivo planejamento e cronograma de execução de medidas.

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