“Sem clima”: as razões de Motta e Alcolumbre para falta a ato com Lula
Cerimônia está marcada para as 10h30, no Palácio do Planalto. Interlocutores de chefes do Congresso dizem que “não há clima”
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionará, nesta quarta-feira (26/11), a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, sem a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Interlocutores dos comandantes das duas Casas afirmam que “não há clima” para ida à cerimônia, marcada para as 10h30, no Palácio do Planalto.
A relação entre o Executivo e o Legislativo está estremecida desde que Motta deu a relatoria do Projeto de Lei (PL) Antifacção, de autoria do governo, para o opositor Guilherme Derrite (PP-SP). O parlamentar justificou a decisão sob o argumento de manter o equilíbrio entre os pontos da proposta. As reclamações públicas de petistas, sobretudo o líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), irritaram Motta.
Na Casa Alta, a base também não é sólida. Alcolumbre se mostrou contrariado com a decisão de Lula de indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina está marcada para 10 de dezembro.
Com a data estabelecida, o atual advogado-geral da União tem cerca de duas semanas para peregrinar pelos corredores do Senado pedindo a bênção dos parlamentares pelo seu nome ao Supremo.
O prazo apertado se junta ao descontentamento de Alcolumbre com o nome de Messias, o que também pode dificultar a vida dele no Congresso. Nos bastidores, a rejeição de um indicado pelo presidente da República é vista como opção remota, mas não completamente descartada.
