
Lula sanciona criação de IF no reduto eleitoral de Motta na Paraíba
Projeto também cria 17,8 mil novos cargos no MEC e no MGI e acaba com a lista tríplice nas universidades federais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta segunda-feira (30/03), a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano que terá sede na cidade de Patos (PB), centro do reduto eleitoral do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). A nova instituição de ensino será resultado de um desmembramento do já existente Instituto Federal da Paraíba.
A sanção ocorreu durante cerimônia de inauguração simultânea de 107 obras de educação executadas no país, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e contou com a presença de Motta e outras autoridades. O deputado paraibano, que aposta no apoio do governo nas eleições gerais deste ano, agradeceu ao governo Lula pelo projeto.
“Em nome de todo povo sertanejo da Paraíba, fica aqui o nosso mais estrito agradecimento ao senhor [presidente Lula] por esse momento”, disse.
Além do apoio para a própria reeleição, Motta ainda costura a candidatura do pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), na disputa ao Senado.
17,8 mil novos cargos no MEC e no MGI
Além do instituto de ensino, o projeto ainda cria 16,3 mil cargos no Ministério da Educação (MEC) e 1,5 mil no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), além de unificar uma série de carreiras. O impacto das mudanças será, em 2026, de até R$ 5,3 bilhões.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO montante está previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, mas não necessariamente serão gastos integralmente, pois dependem da implantação dos novos institutos federais e da realização de concursos.
Também estão previstos ajustes em remunerações, gratificações e criação de carreiras e outros cargos. Ao todo, o governo estima que as medidas alcançam mais de 200 mil servidores, incluindo pessoas ativas e aposentadas.
Fim da lista tríplice
Outra mudança sancionada é o fim da lista tríplice para o processo de escolha para as reitorias das universidades federais. Hoje, a comunidade acadêmica elege três nomes que são enviados ao presidente da República, que, tradicionalmente, escolhe um para gerir a instituição de ensino. A prática, porém, caiu em desuso durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Agora, a eleição de reitor e vice-reitor será direta. Também deixa de existir o peso legal de 70% do voto dos docentes em relação às demais categorias, de técnicos-administrativos e estudantes.



