Lula quer fortalecer o Mercosul após presidência de Milei

Brasil pretende concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia e avançar com as negociações com os Emirados Árabes

atualizado

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Ricardo Stuckert
G20 tem Lula de cara fechada com Milei e sorrindo com outros líderes - Metrópoles
1 de 1 G20 tem Lula de cara fechada com Milei e sorrindo com outros líderes - Metrópoles - Foto: Ricardo Stuckert

Buenos Aires – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume, nesta quinta-feira (3/7), a presidência do Mercosul, bloco econômico que reúne os países da América do Sul. A expectativa do governo brasileiro é concluir, durante a sua gestão, acordos importantes, como aquele que tem sido negociado com a União Europeia.

Lula desembarcou em Buenos Aires, capital da Argentina, nessa quarta-feira (2/7), para participar da Cúpula de Presidentes do Mercosul, que ocorre na quinta. Atualmente, o bloco econômico é comandado pela Argentina, que tem Javier Milei como presidente, um dos maiores críticos do petista na região.

De janeiro a maio de 2025, o comércio brasileiros com parceiros do Mercosul somou US$ 17,5 bilhões, com superávit de US$ 3 bilhões para o Brasil. Os principais produtos exportados são veículos, minérios e alimentos processados.


Entenda o que é o Mecosul

  • O Mercosul é um bloco político e econômico da América do Sul criado para fortalecer a integração regional entre os membros. Um dos principais objetivos é estimular o livre comércio de bens, serviços e outros setores produtivos.
  • Atualmente, fazem parte do Mercosul Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Bolívia já formalizou a adesão, mas está em processo de integração, que pode levar até quatro anos para ser concluído.
  • Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados, como Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.
  • Com a presidência brasileira iniciada agora, o governo pretende impulsionar especialmente o comércio nos setores automotivo e açucareiro.

Durante a presidência argentina, acordos importantes avançaram. Por exemplo, durante está semana foi anunciado o fim das negociações entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — integrada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

A estimativa do Ministério das Relações Exteriores do Brasil é de que o acordo tenha um impacto de R$ 2,57 bilhões sobre as importações totais e de R$ 3,34 bilhões sobre as exportações, com um salto geral de aproximadamente R$ 770 milhões para o Brasil.

Agora, com a presidência brasileira, Lula espera concluir o acordo com a União Europeia, ratificando o texto até dezembro deste ano. Essa é uma das grandes apostas do petista para colocar o Brasil em posição de destaque no comércio internacional.

As negociações no tocante aos tratados envolvendo Mercosul e União Europeia já foram concluídos. Neste momento, é esperado que o Parlamento Europeu aprove o texto e que os Legislativos dos países envolvidos também deem uma sinalização positiva para o tratado.

Só depois dessa fase o texto poderá ser ratificado e colocado em prática. A expectativa pessoal de Lula é que o Parlamento da União Europeia aprove o acordo até outubro, para que ele seja assinado pelos presidentes das partes envolvidas até dezembro de 2025, quando o Brasil deixará a presidência do Mercosul.

Outro acordo que está sendo debatido, mas ainda está em fase inicial é com os Emirados Árabes Unidos. Apesar das conversas ainda estarem no começo, a chancelaria brasileira acredita que os últimos pontos também serão acertados até dezembro.

O último acordo fechado pelo Mercosul foi em 2023, quando o bloco econômico assinou a resolução de livre-comércio entre o bloco sul-americano e o país asíatico. Um dos principais pontos do documento prevê a isenção de tarifas cobradas por Singapura aos produtos importados do Mercosul.

Mercosul-União Europeia

Antes de finalizar as negociações com a União Europeia, o Mercosul encontrou dificuldades em avançar na questão ambiental, em especial pelo lado francês, irlandês e espanhol. Na França, por exemplo, foi realizado um estudo onde o acordo entre Mercosul e União Europeia iria trazer prejuízos econômicos à agricultura do país.

As discussões sobre uma possível resolução se arrastam há mais de 20 anos. Durante o governo de Michel Temer (MDB), houve uma forte aceleração das negociações. No entanto, com a posse de Jair Bolsonaro (PL) e as desavenças do ex-presidente com líderes europeus, o acordo acabou sendo paralisado.

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