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Brasil

Na Marcha das Margaridas, Lula exalta mulheres e chama Bolsonaro de "fascista e genocida"

Lula participa do encerramento da 7ª Marcha das Margaridas, mobilização de mulheres que ocorre em Brasília a cada quatro anos

16/08/2023 12:47, atualizado 16/08/2023 13:17
Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida mostra Lula na Marcha das Margaridas - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alfinetou, na manhã desta quarta-feira (16/8), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante discurso na Marcha das Margaridas, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

O mandatário foi um dos participantes do encerramento da 7ª Marcha das Margaridas, uma mobilização de movimentos sociais que, a cada quatro anos, organiza uma marcha de mulheres de todo o país rumo a Brasília.

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A 7ª edição da Marcha das Margaridas marca a luta de trabalhadoras rurais em busca de visibilidade
Agricultoras fazem passeata no Eixo Monumental
A Esplanada dos Ministérios permanece fechada nos dois sentidos (S1 e N1), na altura da Catedral Metropolitana (L2)
O evento é coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
Em 2023, tem como lema: “Pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”
Marcha das margaridas
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Marcha das margaridas

Felipe Torres/Metrópoles
A 7ª edição da Marcha das Margaridas marca a luta de trabalhadoras rurais em busca de visibilidade
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A 7ª edição da Marcha das Margaridas marca a luta de trabalhadoras rurais em busca de visibilidade

Hugo Barreto/Metrópoles
Agricultoras fazem passeata no Eixo Monumental
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Agricultoras fazem passeata no Eixo Monumental

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A Esplanada dos Ministérios permanece fechada nos dois sentidos (S1 e N1), na altura da Catedral Metropolitana (L2)
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A Esplanada dos Ministérios permanece fechada nos dois sentidos (S1 e N1), na altura da Catedral Metropolitana (L2)

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O evento é coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)
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O evento é coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag)

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Em 2023, tem como lema: “Pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”
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Em 2023, tem como lema: “Pela reconstrução do Brasil e pelo bem viver”

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Não é permitido o acesso à Praça dos Três Poderes. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é responsável pelas mudanças
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Não é permitido o acesso à Praça dos Três Poderes. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é responsável pelas mudanças

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP), a liberação das vias para o trânsito de veículos ocorrerá após avaliação técnica
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP), a liberação das vias para o trânsito de veículos ocorrerá após avaliação técnica

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A Marcha ocorre a cada quatro anos e é composta por trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, sem-terra, extrativistas, da comunidade LGBTQIA+ e moradoras de centros urbanos
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A Marcha ocorre a cada quatro anos e é composta por trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, sem-terra, extrativistas, da comunidade LGBTQIA+ e moradoras de centros urbanos

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Lula e Janja participam de fechamento da Marcha das Margaridas
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Lula e Janja participam de fechamento da Marcha das Margaridas

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Fechamento da Marcha das Margaridas na Esplanada dos Ministérios
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Fechamento da Marcha das Margaridas na Esplanada dos Ministérios

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa do encerramento da 7ª Marcha das Margaridas em Brasília.
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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa do encerramento da 7ª Marcha das Margaridas em Brasília.

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Janja na Marcha das Margaridas
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Janja na Marcha das Margaridas

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Janja Lula da Silva participa do movimento
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Janja Lula da Silva participa do movimento

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“Os poderosos, os fascistas e golpistas podem matar uma, duas ou três margaridas, mas jamais evitarão a chegada da primavera. A vinda de vocês aqui hoje demonstra que só pensa em dar golpe quem não conhece a capacidade de homens e mulheres desse país”, iniciou Lula, sem citar nomes.

“A única razão pela qual eu voltei a ser presidente da República desse país, tirando aquele fascista e genocida do poder, foi para provar a esse país e ao mundo que esse país tem condição de tratar o seu povo com respeito. Esse país pode cuidar da saúde das crianças, do trabalhador e das mulheres”, completou o mandatário.

Lula ainda afirmou que à plateia que o governo federal nunca faltará a elas. “Quero que vocês saibam que na presidência da República, vocês têm um companheiro de vocês, que jamais se negará a conversar com vocês”, disse.

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“Eles têm que saber que filho de agricultora vai entrar na universidade e vai virar doutor! Eles têm que saber que nós não queremos apenas andar de jegue. A gente quer ter carro, moto e o que a gente precisar. Queremos melhorar de vida! Chega de 500 anos de exploração! A gente melhora um ano, e eles botam desgraça na nossa vida outra vez”, pontuou Lula.

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O evento

O lema desta sétima edição da marcha é “Pela Reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver”. A mobilização é promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e ocorre sempre em agosto.

O nome da marcha é uma homenagem à trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves, assassinada em 1983. O número de participantes no evento ficou estimado em 100 mil. Elas estão em Brasília desde terça-feira (15/8) e, nesta quarta, finalizam o movimento.

O evento, que reúne mulheres trabalhadoras rurais em busca de visibilidade, reconhecimento social e político, teve impacto no trânsito da capital federal. A Esplanada dos Ministérios, onde ocorre a marcha, ficou fechada desde as 23h45 de terça (15/8).

Veja os eixos políticos pelos quais as Margaridas marcham nesta edição:

  • Democracia participativa e soberania popular
  • Poder e participação política das mulheres
  • Autodeterminação dos povos, com soberania alimentar, hídrica e energética
  • Democratização do acesso à terra e garantia dos direitos territoriais e dos maretórios
  • Vida saudável com agroecologia e segurança alimentar e nutricional
  • Direito de acesso e uso da biodiversidade, defesa dos bens comuns e proteção da natureza  com justiça ambiental e climática
  • Autonomia econômica, inclusão produtiva, trabalho e renda
  • Educação pública não sexista e antirracista e direito à educação do e no campo
  • Saúde, previdência e assistência social pública, universal e solidária
  • Universalização do acesso à internet e inclusão digital
  • Vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo
  • Autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade