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Lula em pronunciamento na TV: "Não somos e não seremos colônia de ninguém"

Presidente Lula afirmou que riquezas brasileiras devem servir ao desenvolvimento do país e defendeu livre comércio e independência nacional

06/09/2026 21:05
Divulgação/Secom
imagem colorida do presidente lula em pronunciamento do 7 de setembro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a soberania nacional, a democracia e o uso de riquezas brasileiras durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão neste domingo (6/9), véspera do Dia da Independência.

No discurso, Lula destacou as reservas de terras raras, petróleo, água doce e a biodiversidade da Amazônia. Segundo o presidente, esses recursos devem ser utilizados para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos no Brasil. “Não somos e não seremos colônia de ninguém”, afirmou Lula.

O presidente relacionou a celebração da Independência à necessidade de preservar a autonomia brasileira diante de interesses estrangeiros.

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Defesa do livre comércio

O petista ainda defendeu o livre comércio e afirmou que nenhum país estrangeiro deve determinar com quem o Brasil pode negociar. “Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender”, declarou.

Sem mencionar diretamente os Estados Unidos ou qualquer outra nação, Lula afirmou que o Brasil precisa se manter “forte e altivo” para evitar que o país volte a ser uma colônia de potências estrangeiras.

“Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”, disse.

Independência no cotidiano

Além das riquezas naturais, o presidente associou a ideia de independência a condições de vida para a população. Ele citou acesso à educação, saúde, emprego e independência financeira.

Lula também afirmou que o brasileiro precisa ter “mais tempo para si mesmo e para sua família”, em uma referência indireta à discussão sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

O presidente defendeu ainda um país livre da fome, da pobreza e das desigualdades, com mais direitos e menos privilégios.

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Amazônia

Na parte final do pronunciamento, Lula destacou a Amazônia e a biodiversidade brasileira. Segundo ele, o país é uma referência mundial na transição energética e no enfrentamento da emergência climática.

“Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, afirmou.

Pronunciamento foi autorizado pelo TSE

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) precisou solicitar autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para veicular o pronunciamento.

No pedido, o governo afirmou ter adotado medidas para garantir que o conteúdo não configurasse propaganda eleitoral. A Secom informou que o discurso não faria menção a candidatos ou partidos, nem utilizaria slogans governamentais ou promoveria realizações administrativas.

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, autorizou a transmissão, que teve a duração de cerca de três minutos e 40 segundos.