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Brasil

Lula diz que tarifaço pode impactar mais os EUA do que o Brasil.

Durante sabatina na Rede Globo, o presidente afirmou que o Brasil tem mais produtos que os Estados Unidos precisam do que o contrário

15/10/2026 22:01, atualizado 15/10/2026 22:46
Reprodução/TV Globo
Imagem colorida mostra Lula em sabatina - Metrópoles

Lula afirmou que as negociações sobre as tarifas norte-americano continuam, mas que os Estados Unidos pode ser mais afetado pelo tarifaço do que o Brasil. A declaração do presidente e candidato à reeleição ocorreu nesta quinta-feira (15/10), durante sabatina no Jornal Nacional.

“Quem deve estar preocupado conosco no momento são os Estados Unidos. Eu não fiz a lei da reciprocidade, não quero fazer. Eu quero continuar negociando. Mas, se for necessário fazer, nós vamos fazer, e eu acho que eles vão ter problemas conosco. Por que? Nós temos coisas que eles precisam mais do que coisas que eu preciso deles”, afirmou o líder brasileiro.

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Além da possibilidade de adotar medidas comerciais em retaliação as tarifas dos EUA, Lula afirmou que, embora o Brasil tenha sido afetado pelas tarifas aplicadas pelo governo Trump, o país expandiu a relação comercial com outros países. Entre eles, China, Indonésia, Alemanha, Vietnã e outros 50 países. 

Desde julho, produtos brasileiros são alvos de duas tarifas que, juntas, chegam a casa dos 37,5%. Para justificar a sobretaxa, os EUA acusaram o Brasil de práticas econômicas desleais, como o Pix, e alegações de ineficiência no combate ao trabalho escravo no país.

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A última rodada de negociações aconteceu em 8 de outubro. No último ano, o Brasil foi alvo de um tarifaço de 50% sobre exportações para os EUA, que foi posteriormente derrubado.