Lula critica omissão e “tirania do veto” do Conselho de Segurança

Presidente do Brasil participou da reunião de alto nível promovida pela França e pela Arábia Saudita para a questão palestina em Nova York

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Imagem colorida do presidente Lula - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do presidente Lula - Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu, nesta segunda-feira (22/9), que a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) cire um órgão especial para tratar da questão palestina diante da “omissão do Conselho de Segurança”.

Lula participou da reunião de alto nível promovida pela França e pela Arábia Saudita para a questão palestina e sugeriu que a nova instância para o conflito no Oriente Médio seja inspirado no comitê especial contra o apartheid na África do Sul.

“Diante da omissão do conselho de segurança, a assembleia geral precisa exercer sua responsabilidade. Apoiamos a criação de um órgão inspirado no comitê especial contra o apartheid que teve um papel central no fim do regime de segregação racial sul-africana”, declarou.

Lula também criticou o que chamou de “a tirania do veto” como um dos maiores obstáculos enfrentados para o multilateralismo, em referência ao poder do voto único que pode derrubar uma resolução do Conselho de Segurança.

“O conflito é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ele mostra que a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, disse.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países membros. Desse total, cinco possuem assentos permanentes. São eles: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O Brasil defende ter uma vaga no colegiado.

Além de Lula, compareceram à reunião a primeira-dama Janja Lula da Silva, que vestia um kefi, um lenço tradiconal palestino. Também estavam presentes os ministros das Relações Internacionais, Mauro Vieira, e da Justiça, Ricardo Lewandowski.

O petista também voltou a chamar a atuação militar de Israel no conflito de “genocídio”. Condenou a atuação do Hamas, mas disse que o direito de defesa do país judeu “não autoriza a matança indiscriminada de civis”.

“Nada justifica tirar a vida ou mutilar mais de 50 mil crianças. Nada justifica destruir 90% dos lares palestinos; usar a fome como arma de guerra, nem alvejar pessoas famintas em busca de ajuda”, declarou.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?