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Brasil

Lula cobra lugar para Brasil e Índia no Conselho de Segurança da ONU

Declaração do Brics pontuou a necessidade de reforma no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas

08/07/2025 15:35, atualizado 08/07/2025 20:53
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Foto colorida do Presidente Lula e primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, participam de cerimônia de assinatura de atos no Palácio do Alvorada - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou a inclusão de Brasil e Índia como membros fixos do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração do petista aconteceu nesta terça-feira (8/7), durante visita de Estado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a Brasília.

“O primeiro-ministro Modi afirmou corretamente, na Cúpula do Brics no Rio de Janeiro, que é impossível rodar um software do século 21 em velhas máquinas de escrever do século 20. É inaceitável que países do porte da Índia e do Brasil não ocupem assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU”, disse Lula.

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A declaração dos chefes do Brics, que ocorreu no último fim de semana no Rio de Janeiro, solicitou tanto a reforma do Conselho de Segurança quanto do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O petista ainda pontuou que os atuais membros fixos do Conselho de Segurança são responsáveis por diferentes guerras que aconteceram no passado recente, como na Ucrânia e na invasão do Iraque.

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“Brasil e Índia têm um potencial extraordinário e por isso reivindicamos o direito de participarmos do conselho de segurança da ONU. Não é possível mais a gente ver a ONU enfraquecida, a ONU não sendo levada em consideração, e os membros fixos do conselho, que deveriam primar pela paz, são exatamente aqueles que mais estimulam a guerra. Foi assim na guerra do Iraque, foi assim na invasão da Líbia, foi assim na Ucrânia e está sendo assim em muitos outros países”, salientou o presidente.

O Conselho de Segurança é formado por 15 países membros. Desse total, cinco possuem assentos permanentes. São eles: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.