Lula chama Pacheco para reunião no Planalto nesta quarta
Expectativa é de que Lula inclua o presidente do Congresso Nacional na discussão do programa de revisão de gastos públicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para reunião, nesta quarta-feira (13/11), no Palácio do Planalto, às 9h. Na mesa de discussão estão o programa de revisão de gastos públicos e o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 175/24, que delimita as regras para o pagamento das emendas parlamentares.
A princípio, o encontro estava fora da agenda oficial da Presidência da República e sem pauta divulgada. Logo depois, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) informou que a reunião contaria ainda com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, com o advogado-geral da União, Jorge Messias, com o líder do governo no Senado em exercício, Otto Alencar, e com o senador Davi Alcolumbre.
A reunião pode ser vista como um aceno dado pelo Planalto ao Congresso para incluí-lo no debate do corte dos gastos públicos. Senado e Câmara já haviam cobrado do governo participação nas discussões sobre as medidas de corte de gastos no orçamento da União.

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Ver todasNessa terça-feira (12/11), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), negou ter recebido convite do presidente Lula para discutir o corte de gastos.
O petista tem se reunido, desde a semana passada, com os ministros que compõem a junta de execução orçamentária (JEO) para tratar da revisão nas contas públicas com o intuito de manter o equilíbrio fiscal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO Metrópoles adiantou o descontentamento de Arthur Lira com o Palácio do Planalto por não ter sido procurado para dialogar a respeito do corte de gastos, visto que a ideia do Ministério da Fazenda é enviar ao Congresso Nacional proposta de emenda à Constituição (PEC) e projeto de lei (PL) sobre o tema.
Lira chegou a procurar o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o assunto e destacou a necessidade de desvincular subsídios da saúde.



