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Brasil

Vídeo: Lula diz que Brasil "conheceu fascismo e nazismo" com Bolsonaro

Presidente participou de congresso da União Nacional dos Estudantes. No evento, movimento entregou pauta com principais reinvindicações

13/07/2023 20:50, atualizado 13/07/2023 21:54
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Imagem colorida do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica e o presidente Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quinta-feira (13/7), do 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Brasília. Em um dos pontos de sua fala, o petista ressaltou que nos últimos quatro anos, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Brasil viu como “se pode destruir a democracia”. Ele ainda obserou que o país conheceu o fascismo e o nazismo na gestão anterior.

“Vocês precisam compreender uma coisa: como a democracia é importante. Há muito pouco tempo vocês conheceram o que é o fascismo, vocês conheceram o que é o nazismo, vocês conheceram apenas em quatro anos como é que se pode destruir a democracia e destruir as conquistas que às vezes a gente leva séculos para conquistar”, afirmou Lula, que esteve acompanhado do ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, e da primeira-dama Janja da Silva.

“E eu espero que a gente tenha aprendido uma lição, a lição de que a democracia pode não ser a coisa mais perfeita que a humanidade criou, mas não tem nada igual ela”, declarou.

Assista aqui à declaração do presidente Lula.

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Congresso da UNE

A 59ª edição do congresso estudantil ocorre entre 12 e 16 de julho, em Brasília. No evento, os estudantes entregaram a Lula uma carta com as principais demandas na área de educação.

Segundo o presidente, as pautas reinvindicadas são “longas, árduas e apimentadas”, mas que um governo como o dele, é capaz de aprovar as proposições.

No mesmo evento, nessa quarta-feira (12/7), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi vaiado por um grupo de pessoas. Ao discursar no congresso, o ministro defendeu a democracia e a liberdade, e falou em superação da didatura e do bolsonarismo no país.

“Eu saio daqui com a energia renovada. Pela concordância e pela discordância. Porque essa é a democracia que nós conquistamos. Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo, para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”, afirmou Barroso em sua fala.

Nesta quinta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou a fala como “inadequada, inoportuna e infeliz”.

Nesta quinta, o ministro divulgou uma nota afirmando que estava se referindo ao “extremismo golpista”.

“Na data de ontem, em Congresso da União Nacional dos Estudantes, utilizei a expressão ‘Derrotamos o Bolsonarismo’, quando na verdade me referia ao extremismo golpista e violento que se manifestou no 8 de janeiro e que corresponde a uma minoria”, disse o ministro na nota.

“Jamais pretendi ofender os 58 milhões de eleitores do ex-presidente nem criticar uma visão de mundo conservadora e democrática, que é perfeitamente legítima. Tenho o maior respeito por todos os eleitores e por todos os políticos democratas, sejam eles conservadores, liberais ou progressistas”, acrescentou Barroso no documento.

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