Lindbergh se manifesta sobre parecer de Gonet para condenar Eduardo

PGR pediu, nessa segunda-feira (12/5), a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a ministros do STF

atualizado

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Deputado Lindbergh Farias (PT) é entrevistado pelo colunista Paulo Cappelli no estúdio Metrópoles
1 de 1 Deputado Lindbergh Farias (PT) é entrevistado pelo colunista Paulo Cappelli no estúdio Metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) se manifestou, nessa segunda-feira (11/5), sobre o pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, para a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Lindbergh acusou a família Bolsonaro de “escolherem os interesses dos Estados Unicos e da impunidade contra o Brasil”.

Em uma publicação no X, o deputado acusou Eduardo de fugir para o autoexílio nos EUA em fevereiro de 2025 e receber Pix do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para “atuar contra o Brasil”.

Lindbergh afirmou que com a manifestação da PGR, o próximo passo é a “condenação criminal e a consequente inelegibilidade”.

Na publicação ele também alfineta o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e diz que ele é responsável por “entregar terras raras a preço de banana, congelar salário mínimo, atacar aposentados, retirar direitos trabalhistas e destruir os serviços públicos”.

O petista finaliza dizendo que em outubro o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai se reeleger e derrotar Flávio nas eleições.

Crime de coação

Paulo Gonet pediu, nessa segunda, a condenação de Eduardo pelo crime de coação no curso do processo contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para Gonet, ele também atuou nos Estados Unidos para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil.

Nas alegações finais encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, Gonet ressalta que o filho de Jair Bolsonaro atuou de forma “continuada” para interferir no julgamento da Ação Penal 2668, que tinha seu pai como réu e outros acusados por trama golpista.

Gonet considerou que “o inconformismo do réu materializou-se em atos concretos de hostilidade e promessas (efetivadas) de retaliação internacional, com o objetivo claro de paralisar as persecuções penais em curso, o que preenche integralmente os requisitos do tipo penal imputado”, disse nas alegações finais.

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