Lindbergh aciona STF por suposta verba estrangeira na campanha de Flávio
Deputado do PT pede envio do caso à PGR e à Procuradoria-Geral Eleitoral; representação cita acusação feita por Renan Santos

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia de fato para pedir a apuração de uma possível entrada de recursos de origem estrangeira na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O parlamentar solicita que o caso seja remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR) e que cópias sejam enviadas ao procurador-geral Eleitoral.
A representação se baseia em declarações públicas do candidato à Presidência Renan Santos (Missão).
Segundo a petição, Renan afirmou que a Rockbridge Network, rede de financiadores políticos dos Estados Unidos, teria ingressado na campanha de Flávio. O documento reproduz a acusação de que o grupo teria fechado com o senador e entrado na disputa “de modo natural e ilegal”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLindbergh ressalta, porém, que não afirma que os repasses ocorreram.
“O noticiante não afirma, e não teria como afirmar, que tais repasses efetivamente ocorreram”, diz a peça. Segundo o deputado, as declarações públicas e os contatos relatados entre brasileiros e integrantes da rede estrangeira justificam uma apuração formal.

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A Rockbridge foi fundada em 2019 pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, e pelo empresário Chris Buskirk, segundo a petição.
O documento também cita Tallis Gomes, fundador da G4 Educação e integrante da Rockbridge nos Estados Unidos, como uma das pessoas apontadas por aliados de Renan na aproximação da entidade com o Brasil.
Outro nome citado é o empresário Pedro Sang, proprietário da Sng Travel Turismo e da Sng Consult Empresarial. Ele confirmou manter contato com a Rockbridge, mas negou ter intermediado dinheiro para campanhas brasileiras e afirmou que “nenhum centavo” foi transacionado.
Sang disse ter se aproximado da rede por meio de André Marinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro e filho de Paulo Marinho, suplente de Flávio no Senado.
Tallis também negou ter buscado recursos para a candidatura de Flávio e disse manter diálogo com diferentes campanhas, sem adesão formal a nenhuma delas.
André Marinho, por sua vez, afirmou desconhecer investimento americano na campanha, mas confirmou ter conhecido Buskirk e viajado a Dallas, no Texas, a convite do grupo.
O que Lindbergh pede
Entre as diligências sugeridas estão a análise das contas eleitorais de Flávio e do PL, informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Receita Federal, depoimentos dos envolvidos e eventual cooperação com autoridades dos Estados Unidos para rastrear transferências ligadas à Rockbridge.
Lindbergh também pede que, caso não sejam encontrados repasses, sejam apuradas as acusações públicas feitas contra Flávio.
“O noticiante não requer apuração de mão única”, afirmou o parlamentar na peça jurídica.



