Lindbergh diz que grupo político de Bolsonaro parece bandeira dos EUA

“Temos pela primeira vez um agrupamento político que defende posições de outro país, parece a bandeira dos EUA”, afirmou Lindbergh Farias

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Deputado federal Lindbergh Farias PT-RJ debate o projeto de anistia aos bolsonaristas no Estúdio Metrópoles
1 de 1 Deputado federal Lindbergh Farias PT-RJ debate o projeto de anistia aos bolsonaristas no Estúdio Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), indicou que o grupo político do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) favorece os interesses dos Estados Unidos: “Nós temos pela primeira vez um agrupamento político que defende posições de um outro país, parece a bandeira dos EUA, em detrimento do Brasil. Isso nunca houve na história dessa forma”.

A afirmação foi dada na tarde desta segunda-feira (2/6), após o líder do PT prestar depoimento à Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a conduta de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fora do país. Segundo o petista, o deputado licenciado participa de um “golpe continuado” contra o Estado Democrático de Direito.

Para Lindbergh, as ações de Eduardo nos Estados Unidos fazem parte de uma ofensiva iniciada antes dos ataques de 8 de janeiro de 2023, com tentativas de descredibilizar as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral.

O deputado petista aponta que o tema é uma questão de interesse nacional, garantindo a atuação regular das instituições políticas brasileiras. Ele também afirmou que espera a manifestação de setores econômicos em defesa do Brasil.

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Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias
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O parlamentar também disse que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro promove uma “depredação simbólica” do Supremo Tribunal Federal (STF)  e de outras instituições ao buscar sanções internacionais contra autoridades brasileiras.

“A conduta de Eduardo Bolsonaro ainda é a mesma dos golpistas. Qual a diferença entre o que ele faz e o que fizeram os que depredaram o Supremo? É uma articulação internacional para sancionar ministros do STF, o procurador-geral da República e delegados da Polícia Federal”, declarou.

Lindbergh foi o autor da queixa-crime que originou o inquérito. No depoimento, ele buscou demonstrar a ligação entre a tentativa de golpe, já investigada pelo STF, e a atual atuação de Eduardo no exterior. Segundo ele, o deputado licenciado tenta atrapalhar as investigações e manter ativa uma organização criminosa fora do país.

Pedido de quebra de sigilo

O parlamentar também alertou para o risco de uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Como medida cautelar, sua equipe jurídica pediu o bloqueio dos bens de Jair Bolsonaro, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dele e de outros investigados, para apurar o envio de recursos ao exterior por meio de arrecadações via Pix.

Durante o depoimento, Lindbergh ainda solicitou que o empresário e influenciador de direita Paulo Figueiredo seja incluído nas investigações, por suposta participação nas ações denunciadas.

Investigação e posição da PGR

A Procuradoria-Geral da República sustenta que Eduardo Bolsonaro, desde 2023, vem atuando publicamente para tentar convencer o governo dos Estados Unidos a impor sanções contra membros do Judiciário brasileiro.

Com base em entrevistas e postagens em redes sociais, a PGR apontou indícios de tentativa de intimidação da Justiça e pediu ao Supremo a abertura do inquérito, conduzido pela Polícia Federal. As condutas investigadas podem configurar crimes como coação no curso do processo e obstrução de investigação de organização criminosa.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro e anunciou licença do mandato em março. Ao comunicar a decisão, fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator no STF dos processos envolvendo seu pai, incluindo o que o tornou réu por tentativa de golpe de Estado.

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