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Brasil

Líder de retomada indígena em Brumadinho, cacique Merong aparece morto

O cacique Merong Kamakã Mongoió, líder em Brumadinho, foi encontrado morto na manhã dessa segunda (4/3). PM diz que trata-se de suicídio

05/03/2024 09:53, atualizado 05/03/2024 11:19
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Divulgação/Alenice Baeta
Imagem colorida do rosto do cacique Merong líder indígena em Brumadinho - Metrópoles

Conhecido como líder da retomada Kamakã Mongoió em Casa Branca, Brumadinho (MG), o cacique Merong Kamakã Mongoió foi encontrado morto na manhã dessa segunda (4/3). A Polícia Militar diz que o caso trata-se de um suicídio.

O corpo do cacique deve chegar e ser sepultado na manhã desta quarta-feira (6/3).

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública informou que, ainda na aldeia, a perícia oficial realizou os primeiros levantamentos para a investigação. O corpo do cacique passou por exame de necropsia e foi liberado à família.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) disse que mantém diálogo com a Polícia Federal (PF) “a fim de elucidar os fatos” do incidente.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) lamentou a morte de Merong e prestou solidariedade para a família e amigos.

Natural de Contagem (MG), o líder indígena se mudou para a Bahia na infância. “Para o cacique, a terra significava vida e espiritualidade, razão para defendê-la ao máximo e em qualquer circunstância”, disse a Funai em nota.

“Quando criança, a vida era mais difícil porque não vendia o artesanato para subsistência, e também não tínhamos programas de apoio dos governos, o que pesava para uma família de seis irmãos”, escreveu o Museu do Índio.

Atuação do cacique Merong em Brumadinho

De acordo com descrição da Funai, o cacique estava à frente da Retomada Kamakã Mongoió no Vale do Córrego de Areias, na região metropolitana de Belo Horizonte.

A Fundação destacou que: “além de liderar as ações em prol dos direitos de seu povo, Merong militava em defesa dos territórios de outras comunidades, como a Kaingáng, Xokleng e Guarani”.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o líder indígena também atuou no Rio Grande do Sul. Lá participou ativamente da Ocupação Lanceiros Negros.

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