Lei anti-Oruam: projeto começa a tramitar na Câmara do Rio de Janeiro
Lei visa impedir que recursos públicos sejam gastos com shows e artistas que incentivem o crime organizado

Os vereadores do Rio de Janeiro iniciaram a tramitação do projeto de lei (PL) conhecido como “anti-Oruam”, que busca proibir a prefeitura de contratar artistas que fazem apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. O PL foi protocolado na última segunda-feira (17/2).
A proposta, de autoria dos vereadores Talita Galhardo (PSDB) e Pedro Duarte (Novo), pretende impedir que recursos públicos sejam utilizados para financiar shows e eventos abertos ao público infantojuvenil nos quais haja expressões que incentivem o crime organizado.
“Fica proibida à Administração Pública Municipal, direta ou indiretamente, a contratar shows, artistas e eventos abertos ao público infantojuvenil, que envolvam, no decorrer da apresentação, expressão de apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas”, diz trecho do PL.
O projeto prevê que, caso a regra seja descumprida, o contrato será rescindido imediatamente, com aplicação de sanções e multa no valor de 100% do montante acordado. O valor arrecadado será destinado ao Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro.
Para ser aprovado, o PL precisará passar por algumas etapas na Câmara Municipal. Após o protocolo, o texto será encaminhado para análise das comissões da Casa e, em seguida, será votado em plenário. Caso receba aprovação, seguirá para sanção ou veto do prefeito.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesOs autores justificam a medida afirmando que a iniciativa busca garantir que eventos financiados pelo município sejam promovidos de maneira responsável, especialmente visando a proteção de crianças e adolescentes.

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Em janeiro, a vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil) apresentou um projeto semelhante na Câmara Municipal. No Congresso Nacional, o deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil) também protocolou um PL com o mesmo objetivo, mas voltado para contratos do Governo Federal.
O nome “Lei Anti-Oruam” faz referência ao cantor, filho do criminoso Marcinho VP, que ficou conhecido por músicas que abordam temas como tráfico de drogas e crime organizado.
No dia 11 de fevereiro, Oruam comentou a proposta em suas redes sociais.
“Eles sempre tentam criminalizar o funk, o rap e o trap. Coincidentemente, o universo fez um filho de traficante fazer sucesso. Eles encontram a oportunidade perfeita para isso. Virei pauta política, mas o que vocês não entendem é que a Lei Anti-Oruam não ataca só o Oruam, mas todos os artistas da cena”, escreveu.









