Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Justiça

TSE: empresas reapresentam projeto para destravar compra de urnas

A licitação foi barrada por falhas nas descrições de equipamentos entregues pelas duas inscritas no certame. Corte analisará as readequações

20/01/2020 18:35
José Cruz/Agência Brasil
Urnas eletrônicas

Após o impasse na licitação para a compra de urnas eletrônicas a serem usadas na eleições municipais deste ano, as duas empresas que foram desclassificadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentaram, nesta segunda-feira (20/01/2020), novos modelos de engenharia, na tentativa de consertar falhas detectadas nos equipamentos inicialmente propostos.

No último dia 8, em plenas férias do Judiciário, o plenário do tribunal se reuniu em caráter extraordinário para decidir o imbróglio e resolveu dar prazo extra para as empresas. Os ministros negaram recurso de uma delas, mas garantiram mais tempo para que um novo projeto fosse entregue.

A presidente da Corte, ministra Rosa Weber, convocou sessão extraordinária com intuito de agilizar a resolução do problema.

Entenda
Trata-se de uma licitação de R$ 696,5 milhões que está travada. O impasse teve início em julho do ano passado, quando o TSE divulgou o edital para a compra de até 180 mil novas urnas. As duas empresas que se inscreveram para fornecer os aparelhos, porém, foram desclassificadas por não atenderem os requisitos exigidos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A aquisição dos novos equipamentos tem por objetivos de substituir urnas produzidas em 2006 e 2008 e aumentar o total de aparelhos.

Dessa forma, o TSE ampliaria em até 38,3% o número de dispositivos usados na eleição – atualmente, são 470 mil.

Pré-requisitos
No fim do ano passado, duas empresas entregaram à Justiça Eleitoral a documentação para concorrer ao contrato: a Positivo e a Smartmatic.

A primeira não atendeu o período mínimo exigido de autonomia de bateria da urna, de 10 horas, e não cumpriu exigências impostas para impressão de relatórios. Já a outra foi desclassificada por não obedecer a critérios técnicos da licitação.

Em dezembro, Weber negou um recurso da Smartmatic, que foi analisado agora pelo plenário do TSE. Para a presidente do tribunal, há “riscos” para o pleito e “complexidade” envolvendo o certame.