Gastos de TRTs do Centro-Oeste caíram 11,5% em 2019: R$ 2,3 bi

O tribunal que mais gastou foi o do DF, em conjunto com o do Tocantins, no total de R$ 1,01 bilhão. Montante foi inferior ao gasto em 2018

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

atualizado 27/01/2020 23:10

No ano passado, os Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) da Região Centro-Oeste do país – formada pelos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal (que abriga também os processos trabalhistas de Tocantins, da Região Norte), custaram R$ 2,3 bilhões aos cofres públicos. Esse gasto é 11,5% inferior ao de 2018, quando os tribunais tiveram R$ 2,6 bilhões em despesas, que incluem desde a folha de pagamento até os gastos básicos de manutenção.

De longe, o tribunal que mais gastou, em 2019, foi o da 10ª Região (DF/TO), que custou R$ 1,01 bilhão. Ele foi seguido pelas Cortes trabalhistas de Goiás, com R$ 568 milhões; Mato Grosso do Sul, com R$ 476 milhões; e Mato Grosso, que desembolsou R$ 305 milhões.

Em média, por mês, o tribunal do DF gastou R$ 84 milhões. Já o de Goiás desembolsou R$ 47,3 milhões. Mato Grosso do Sul custou R$ 39,6 milhões mensais, seguido pelo de Mato Grosso – R$ 25,4 milhões.

Governos anteriores
Em 2018, durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), o TRT que mais custou aos cofres públicos também foi o do Distrito Federal. No total, foi gasto R$ 1,29 bilhão. Na sequência, o tribunal de Goiás (R$ 520 milhões). O terceiro foi o de Mato Grosso do Sul, que desembolsou R$ 507 milhões. Por último, o de Mato Grosso, com R$ 316 milhões.

Na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, o montante gasto pelos tribunais do Trabalho da Região Centro-Oeste superou o dos anos seguintes e chegou a R$ 2,10 bilhões. Novamente o TRT do Distrito Federal foi o protagonista, com um gasto público de R$ 986 milhões.

Na sequência, Goiás, com R$ 445 milhões. Em terceiro, Mato Grosso do Sul, que desembolsou R$ 399,9 milhões. Por fim, Mato Grosso (R$ 272 milhões).

Esses valores foram gastos para pagar aposentadorias, salários, pensões, custas judiciais, locação de mão de obra, auxílios, materiais de consumo, terceirizados, obras e instalações, entre outros.

Os dados comparados fazem parte de um levantamento realizado pelo Metrópoles, com base em informações divulgadas pelo Portal da Transparência dos Tribunais Regionais. Os gastos correspondem ao período do mandato dos ex-presidentes Michel Temer e Dilma Roussef (PT) e do atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PSL).

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