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O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF-4) negou pedidos apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para declarar o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba (PR), suspeito em dois processos envolvendo o petista.

Um dos processos apura se Lula seria o verdadeiro proprietário de um sítio na cidade de Atibaia, no estado de São Paulo. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o imóvel teria recebido melhorias, desta forma beneficiando o ex-presidente, como forma de propina em troca de benefícios concedidos às empreiteiras Odebrecht e OAS.

O outro processo trata de um apartamento do petista e de um terreno do Instituto Lula. De acordo com o MPF, esses imóveis estariam envolvidos também em esquemas de repasse de propina pela construtora Odebrecht.

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva argumentou que Sérgio Moro seria suspeito por ter participado de cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos (EUA), que teria sido organizado pelo então pré-candidato João Dória (PSDB). Além disso, Moro teria feito menção à prisão de Lula durante palestra proferida no evento.

O relator do pedido, desembargador João Pedro Gebran Neto, disse que a presença de Dória não tornou o evento político-partidário e a presença de Moro não teria sido motivo para “macular a isenção do juiz”.

Outro lado
A reportagem procurou a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo juiz Sérgio Moro e preso da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba (PR), desde 7 de abril, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.