STM revoga prisão de major bolsonarista preso por desobediência

Defesa alegou que militar apagou publicações político-partidárias de suas redes sociais. Ele manteve, porém, ataques ao STF e a governadores

atualizado 01/06/2022 16:38

Major do Exército João Paulo da Costa Araújo, preso por desobediênciaReprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) revogou, nessa terça-feira (31/5), a prisão preventiva do major João Paulo da Costa Araújo (foto em destaque), de 41 anos, menos de um mês depois da detenção. A decisão, assinada pelo ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo, foi obtida em primeira mão pelo Metrópoles.

O militar estava preso por desobediência, desde o último dia 5, após não acatar ordem do Comando da 10ª Região Militar para abster-se de manifestações de cunho político-partidário. João Paulo estava usando suas redes sociais para fazer manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL), em desrespeito ao regulamento disciplinar do Exército e ao Estatuto dos Militares, além de uma portaria de 2019.

Para justificar a revogação da prisão, Camelo destaca que, no último dia 29, o militar cumpriu “integralmente” as determinações do comandante, segundo a defesa, e, assim, retirou as postagens contendo manifestações de natureza político-partidária de suas redes sociais.

Dessa maneira, o magistrado apontou que a hierarquia e a disciplina foram restabelecidas no âmbito da caserna.

“Nessa toada, o efeito pedagógico intramuros ocorreu em sua plenitude e não mais subsiste plausibilidade na manutenção da constrição cautelar com amparo nos argumentos trazidos pela indigitada autoridade coatora, uma vez que, repito, o Paciente cumpriu integralmente as determinações de seu comandante no sentido de retirar as postagens com manifestações de natureza político-partidárias de suas redes sociais Instagram e Twitter”, assegurou Camelo.

O Metrópoles levantou, contudo, que o militar, ao contrário do alegado pela defesa, ainda mantém uma série de publicações político-partidárias no Instagram.

Apesar de ter retirado menções ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e a informação de que seria pré-candidato a deputado federal, João Paulo manteve publicações com ataques à imprensa, ao Supremo Tribunal Federal (STF), a governadores e prefeitos, e em defesa do porte de armas e ao finado Olavo de Carvalho, considerado guru do bolsonarismo.

Confira registros feitos pela reportagem às 16h15, portanto, após a decisão do STM:

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