Procurador que reclamou de “R$ 24 mil” e “miserê” pede licença do MP

O motivo do afastamento de Leonardo Azeredo dos Santos não foi informado. Ele cobrou do chefe "criatividade" para aumentar salários

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atualizado 11/09/2019 18:25

O procurador Leonardo Azeredo dos Santos, que ficou conhecido nesta semana por reclamar do salário de R$ 24 mil por mês, apresentou um atestado de licença-médica e ficará afastado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A informação foi confirmada pelo procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet, em entrevista à Rádio CBN.

Apesar da confirmação da licença, o motivo do afastamento do procurador não foi divulgado nem por quanto tempo ele ficará fora das funções. De acordo com Tonet, as declarações de Leonardo em relação ao “miserê” são de cunho pessoal e não manifestam a vontade do MP.

“São declarações isoladas, pessoais, e não condizem com o pensamento, com a filosofia de trabalho de atuação da instituição e de seus membros. Nós sabemos que a maior parte da população é carente, pobre, hipossuficiente e é para essa população que o Ministério Público de Minas e o brasileiro tem trabalhando incansavelmente”, disse o procurador-geral.

Entenda
Um salário mensal de R$ 24 mil foi considerado um “miserê” pelo procurador, que cobrou do chefe “criatividade” para “melhorar a situação”. A fala de Leonardo Azeredo dos Santos aconteceu em uma reunião oficial da câmara de procuradores para discutir o orçamento do órgão para o ano que vem e o áudio foi publicado no site do Ministério Público.

No áudio de 1 hora e 40 minutos de reunião realizada no último dia 12 de agosto, o procurador Leonardo dos Santos pede a palavra para questionar o procurador-geral de Justiça do estado, Antônio Sérgio Tonet: “Quero saber se nós, no ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se vossa excelência já planeja alguma coisa, dentro da sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos ficar nesse miserê. Quem é que vai querer ser promotor se não vamos mais ter aumento, ninguém vai querer fazer concurso nenhum”, desabafou Santos.

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