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A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (10/7), concordando com o pedido da Polícia Federal de prorrogação, por 60 dias, do prazo das apurações do inquérito dos portos, que investiga o presidente da República, Michel Temer.

No final de junho, o ministro Luís Roberto Barroso autorizou que a PF continuasse com as investigações até a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestar-se sobre a solicitação de prorrogação – a terceira nesse inquérito. A manifestação da PGR está com a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte, responsável por despachar sobre pedidos que chegam ao STF durante o recesso.

No despacho em que autorizou a prorrogação e solicitou à PGR posicionamento sobre o pedido, Barroso descreve que as investigações contam com um “volume expressivo de providências já tomadas e um conjunto relevante de informações obtidas”.

Inicialmente, o inquérito investigava Temer e o ex-assessor do presidente e ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), além do dono e do diretor da Rodrimar, Antônio Celso Grecco e Ricardo Conrado Mesquita, respectivamente. Ao longo da apuração, entraram também na mira João Baptista Lima Filho – o coronel Lima, amigo pessoal do presidente – e executivos do Grupo Libra. Todos negam envolvimento em irregularidades.