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Em resposta a mais um pedido de suspeição impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o juiz federal Sérgio Moro afirmou, nesta terça-feira (7/11), que são “lamentáveis” e não passam de “diversionismo” os questionamentos dos advogados do petista sobre sua imparcialidade.

O pedido de suspeição foi impetrado no âmbito da ação penal em que o ex-presidente é réu por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo o sítio de Atibaia (SP) e suas respectivas reformas. As obras são tratadas como supostas propinas da OAS e da Odebrecht ao político pela força-tarefa da Lava Jato.

O magistrado resumiu os argumentos de Lula: “Em síntese, Luiz Inácio Lula da Silva é um perseguido político, o que seria ilustrado pelas decisões contra ele tomadas e pela campanha midiática contra ele realizada”. Moro ainda afirmou que argumentos semelhantes da defesa de Lula já foram rejeitados pelo Tribunal.

“Enfim, os questionamentos sobre a imparcialidade deste julgador constituem mero diversionismo e, embora sejam compreensíveis como estratégia da defesa, não deixam de ser lamentáveis, já que não encontram qualquer base fática e também não têm base em argumentos minimamente consistentes, como já decidido, inclusive, por reiteradas vezes pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região”, afirmou.

 

 

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