*
 

O advogado Jorge Waldemir Spitzner, pai da também advogada Tatiane Spitzner, morta em 22 de julho, após cair do 4º andar do prédio onde morava em Guarapuava (PR), será um dos assistentes de acusação do Ministério Público. A mulher morava com o marido, o professor de biologia Luis Felipe Manvailer, preso e suspeito de tê-la jogado pela janela.

A juíza da 2ª Vara Criminal, Paola Gonçalves Mancini, autorizou na quinta-feira (9/8) a entrada de Spitzner no processo, que já conta com o escritório de René Dotti pelo lado da acusação. Nesta semana, o professor, detido na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), tentou o suicídio, segundo informações da defesa. Porém, foi salvo por agentes.

O suspeito foi preso após capotar o carro, de propriedade de Tatiane e no qual fugiu do prédio onde morava com a mulher após a morte da advogada, e levado para a delegacia de São Miguel do Iguaçu. Só depois ocorreu a transferência para o PIG: desde que chegou ali, a defesa tenta remanejá-lo para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais (PR). A alegação é a de que Manvailer precisa de cuidados psicológicos, e não recebe em Guarapuava.

O investigado é acusado de feminicídio, além de furto e tentativa de alterar a cena do crime, ao levar o corpo da advogada para dentro do apartamento depois que ela já estava na calçada, morta.