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O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, protocolou na Polícia Federal (PF) e na Procuradoria-Geral de República (PGR) notícia-crime contra o vazamento de informações ocorrido na quinta-feira (5/7), quando foi deflagrada a nova fase da Operação Registro Espúrio, responsável por investigar suposta organização criminosa que cobrava pela emissão de registros de sindicatos no Ministério do Trabalho. Marun foi citado no caso.

O problema é que, no pedido apresentado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a realização da nova investigação, o órgão também solicitou autorização para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Carlos Marun. E é a este vazamento que o ministro se refere já que a busca em seu endereço não foi concretizada porque, tanto o relator do caso, ministro do STF Édson Fachin, quanto a Procuradoria Geral da República (PGR) entenderam que não havia provas suficientes contra o político e não autorizaram a operação contra ele. Diante disso, Marun solicitou a abertura de inquérito policial na PF e na PGR para que a origem do vazamento seja descoberta. “Não me conformo com essa afirmação de que é impossível se descobrir quem vaza”, destacou.

Vazamentos são crimes. São ainda mais graves quando praticados ou no âmbito da PF, da PGR ou do STF e merecem uma cuidadosa e atenciosa investigação”, desabafou o ministro. Segundo o ministro, na PF, informaram a ele que esta era “a primeira vez” que alguém toma uma atitude de criminalizar os vazamentos.

Para Marun, “essa prática do acusa e enxovalha para só depois saber se processa e julga tem de deixar de existir no Brasil”, disse. “Se meu pleito contribuir para que essa prática chegue ao fim, estarei muito confortável e muito feliz”, completou.

Na quinta, quando foi realizada a operação, Carlos Marun já havia anunciado a intenção de pedir a investigação em relação às notícias de que haveria buscas contra ele, que não foram autorizadas ou realizadas. Ele se disse vítima de uma vazamento “canalha”.