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Justiça

Marcelo Calero denuncia Alvim ao MPF por apologia ao nazismo

O deputado federal quer que o ex-secretário especial da Cultura seja responsabilizado por parafrasear um ministro de Hitler

24/01/2020 15:19, atualizado 24/01/2020 18:35
Prefeitura do Rio/Divulgação
Marcelo Calero denuncia Alvim ao MPF por apologia ao nazismo

O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) protocolou, nessa quinta-feira (23/01/2020), representação no Ministério Público do Distrito Federal (MPF-DF) contra o ex-secretário especial da Cultura Roberto Alvim, pelo discurso com apologia nazista. O parlamentar quer a “reparação de gastos” com a publicidade.

No documento, “requer-se que sejam adotadas as providências necessárias à apuração dos fatos e à responsabilização penal e civil administrativa do ex-Secretário Especial da Cultura Roberto Alvim, o que inclui as penas por improbidade, a reparação decorrente dos gastos com a inadmissível publicidade e a condenação à reparação ao dano moral coletivo existente”.

De acordo com Calero, o ato do ex-secretário é incompatível com a sociedade brasileira. “O Estado deve responder de forma exemplar, enérgica e pedagógica para que isso jamais volte a acontecer em nosso país”, declarou o parlamentar.

Ainda segundo o requerimento, “as referências ao nazismo, ainda mais quando feitas por uma alta autoridade pública encarregada da Cultura Nacional, não podem em hipótese alguma ser toleradas”.

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Para o deputado, a indiferença é algo que não cabe, devendo haver o uso de todas as formas possíveis de responsabilização de Alvim para que “se sinalize a todos os cidadãos que os compromissos históricos brasileiros com a dignidade humana continuam sólidos, íntegros e que não houve nem haverá qualquer guinada na forma de o país se posicionar contra os horrores do nazismo.”

“O momento inspira diálogo, busca de convergência e entendimento. A tradição brasileira é de harmonia nas relações entre os povos e de respeito à pluralidade. Não vamos deixar que ações como esta nos tirem do caminho de fazer um Brasil melhor”, concluiu Calero.