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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, negou, no início da tarde desta quinta-feira (17/5), o último recurso em segunda instância da defesa de José Dirceu. Assim, o ex-ministro irá voltar para a cadeia.

Em nota, a Corte disse que foi negado “o provimento aos embargos de declaração em embargos infringentes, determinando a imediata comunicação ao juízo de origem para a execução provisória das penas de José Dirceu, além de Gerson de Mello Almada, e de Antônio Guimarães Hourneaux de Moura”.

No processo julgado nessa terça (16), o ex-ministro da Casa Civil é acusado de receber mesada do lobista Milton Pascowitch. Segundo a acusação, a empreiteira Engevix pagava propina por meio de contratos fictícios feitos com a JD Consultoria, empresa de Dirceu, em troca de acordos com a Diretoria de Serviços da Petrobras.

Dirceu ficou preso no Paraná entre agosto de 2015 e maio de 2017, mas deixou a prisão após conseguir, no Supremo Tribunal Federal (STF), um habeas corpus para aguardar em liberdade o julgamento dos recursos. Ele é monitorado por tornozeleira eletrônica.