A Justiça de Minas Gerais determinou a extinção de um processo que ordenava o bloqueio de R$ 11,5 milhões em bens do deputado federal Aécio Neves (PSDB). A ação é da época em que o político era governador do estado e trata da acusação de que o tucano teria viajado em aviões oficiais sem comprovar o interesse público.

Na sentença, o juiz Rogério Santos Araújo Abreu, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, atendeu ao pedido dos advogados de Aécio, que apontaram prescrição nas acusações feitas pelo Ministério Público do Estado.

A Procuradoria apresentou a ação civil de improbidade contra Aécio no ano passado, mais de cinco anos após o tucano ter deixado o mandado de governador — ele renunciou em 2010 para concorrer ao Senado —, ultrapassando o prazo que as acusações caducam.

De acordo a denúncia, enquanto governava o estado Aécio realizou 1.424 deslocamentos aéreos de janeiro de 2003 a março de 2010, quando deixou o cargo para concorrer ao Senado. Destes, apenas 87 tiveram justificativa.