Juíza descarta “teste do borrão” para libertar Suzane Richthofen

Pedido de progressão para o regime aberto foi feito pela Defensoria Pública, que assumiu sua defesa

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1 de 1 1515707862707-840×563 - Foto: reprodução/record tv

A Justiça descartou a necessidade de um novo exame psicológico para decidir sobre a concessão do regime aberto à detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais.

A aplicação do teste de Rorschach, conhecido como “teste do borrão de tinta”, havia sido pedido pelo Ministério Público (MP), a fim de avaliar características da personalidade da presa não detectadas em outros exames. A juíza Wania Regina Gonçalves da Cunha, da Vara de Execuções de Criminais de Taubaté, deu despacho nesta quinta-feira (15/2) dispensando o novo exame. Com isso, Suzane pode ganhar liberdade nos próximos dias.

A detenta cumpre pena em regime semi-aberto, na Penitenciária Feminina de Tremembé, interior de São Paulo. O pedido de progressão para o regime aberto, que implica na soltura da presa sob determinadas condições, foi feito pela Defensoria Pública, que assumiu sua defesa. A alegação do promotor é de que os irmãos Cravinhos, cúmplices de Suzane e condenados pelos mesmos crimes, foram submetidos a esse teste, antes de serem colocados no regime aberto.

No fim de 2017, Suzane foi submetida a exame por psicólogos e psiquiatras e o laudo concluiu que ela tinha condições de voltar a viver em sociedade. A administração da penitenciária onde ela cumpre pena também havia atestado o bom comportamento e a disciplina da presa. A detenta já cumpriu mais de 11 anos de prisão, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Desde 2015 ela está no regime semi-aberto, com direito a cinco saídas temporárias por ano, em datas especiais, como o Dia das Mães e a Páscoa.

Em junho do ano passado, a Defensoria Pública de Taubaté, que assumiu a defesa da detenta, pediu a progressão para o regime aberto. O defensor alegou que, além do tempo de prisão já cumprido, devem ser considerados os quase mil dias em que Suzane trabalhou na prisão para remissão da pena. A defesa argumenta também que a condenada tem emprego assegurado fora da prisão, numa confecção de Angatuba, cidade paulista onde reside seu namorado. O MP informou que não comentaria a não aplicação do teste porque o caso está sob segredo de justiça.

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