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O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal em Brasília, negou pedido das defesas de Cristina Mautoni Marcondes Machado (foto em destaque) e Mauro Marcondes Machado, casal de lobistas preso durante a Operação Zelotes. Os dois requeriam que o interrogatório do dia 20 de fevereiro, quando também devem ser ouvidos o ex-presidente Lula e seu filho Luis Cláudio Lula da Silva, fosse feito por videoconferência.

Para o magistrado, no entanto, o pedido foi realizado muito próximo à data da oitiva. “A par da proximidade do dia 20/02/2018, fixado para a realização do interrogatório dos denunciados; do lapso temporal já decorrido desde a última designação de data para o interrogatório (dia 13/12/2017); e das limitações temporais para a viabilização de videoconferências com a Subseção Judiciária de São Paulo, indefiro o pedido das defesas de Cristina e Mauro Marcondes”, afirma o magistrado em decisão dessa quarta-feira (7/2).

A audiência será realizada no âmbito do processo que apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigados pela Operação Zelotes.

Segundo a acusação, o ex-presidente Lula teria prometido vantagens na tramitação de medidas provisórias e licitações a empresas clientes dos lobistas Cristina e Mauro Marcondes. Em troca, receberia propina.

Um dos casos citados na denúncia é o da compra de 36 aviões de caça pelo governo brasileiro, em 2009, quando Lula ainda estava à frente do Palácio do Planalto. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que o petista prometeu apoio à empresa Saab, cliente dos lobistas, na licitação para aquisição das aeronaves. Como pagamento, Cristina e Mauro Marcondes teriam repassado R$ 2,5 milhões a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente.

 

 

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