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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tratará como prioridade, nesta terça-feira (5/9), a análise do áudio da conversa entre os delatores da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud. O magistrado também pretende decidir o mais rápido possível se mantém ou retira, integral ou parcialmente, o sigilo do material. O áudio chegou ao gabinete de Fachin no início desta tarde.

Caberá a Fachin, por ser o relator do caso JBS, decidir sobre o sigilo do diálogo, cujo conteúdo a Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou como “gravíssimo”. São quatro horas de áudio para analisar e interlocutores do ministro acreditam que é improvável a decisão sair até o fim do dia, mas nenhuma possibilidade pode ser descartada.

Fachin tem na agenda a sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como ministro substituto. Nesta terça-feira, não há sessão da 2ª Turma do STF, da qual Fachin é presidente, porque três ministros dos cinco da turma estão em viagem internacional (Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli).

Na interpretação da PGR, o áudio traz indícios de omissão de crimes por parte dos delatores e também lança a suspeita de que o ex-procurador da República Marcelo Miller “teria atuado como em favor dos colaboradores Joesley Batista e Ricardo Saud antes de se exonerar da sua função de membro do Ministério Público Federal”.

No meio político, em Brasília, cresce uma pressão para uma divulgação rápida dos conteúdos.

 

 

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