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Executivos da empreiteira Odebrecht começaram a assinar nesta quarta-feira (23/11) acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal. Ao todo, 78 funcionários da empresa passarão a prestar depoimentos ao MPF para confirmar as informações e os documentos que foram repassados nos termos de confidencialidade à força-tarefa da Lava Jato.

Os depoimentos devem demorar mais de um mês para serem colhidos, uma vez que cada um dos executivos terá que falar individualmente.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve homologar os acordos somente no ano que vem. Ao que se sabe até agora, os executivos citaram mais de 200 políticos de diferentes partidos envolvidos no esquema de corrupção.

Entre os nomes estariam os de políticos que concorreram à Presidência da República, governadores, senadores e deputados, além de políticos locais.

Multa aos EUA
A tratativa da delação premiada e da leniência da Odebrecht está a um passo de ser concluída. O último entrave na mesa, neste momento, é relacionado ao valor que será pago pela empresa aos Estados Unidos, como multa da leniência negociada entre as autoridades americanas, o Brasil e a Suíça. Os EUA pressionam por um valor maior, o que gerou um impasse na reta final das negociações.

Na tarde desta quarta-feira (23), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entrou pessoalmente nas negociações para resolver a questão. O valor da multa a ser paga pela empresa já estava acertado com a Odebrecht. Como o dinheiro será repartido entre os três países, a exigência de montante maior pelos americanos gerou um entrave na negociação. Há dois caminhos possíveis: ou aumenta a multa a ser paga pela empresa ou Brasil e Suíça liberam uma parte do valor para equacionar o impasse.

Advogados e procuradores envolvidos na negociação tentam assinar toda a documentação relativa aos acordos até quinta-feira, antes de Janot embarcar em viagem internacional. Na sexta-feira (25) o procurador-geral da República viaja para a China, onde fica até o próximo dia (4).

 

 

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