CNMP nega afastar Dallagnol e adia análise de processo disciplinar

Renan Calheiros pediu que o coordenador da Lava Jato em Curitiba fosse afastado do cargo por ter feito suposta campanha contra ele em 2018

Daniel Ferreira/MetrópolesDaniel Ferreira/Metrópoles

atualizado 10/09/2019 15:56

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) rejeitou, nesta terça-feira (10/09/2019), o pedido do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para afastar o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, das funções. A sentença foi definida por unanimidade.

Apesar de negar o afastamento, há outra parte da representação, apresentada por Calheiros, em jogo no CNMP. Trata-se da abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD) contra Dallagnol. Contudo, a análise foi adiada para a próxima sessão do órgão.

A sentença sobre a abertura do processo foi adiada após um pedido de vista do conselheiro Fábio Stica. Apenas o corregedor, Orlando Rochadel Moreira, havia votado a favor da abertura do PAD.

Entenda
A ação apresentada pelo senador alagoano contra Dallagnol foi apresentada ao CNMP devido às declarações do procurador nas redes sociais na época das eleições de 2018 e também no período em que Calheiros disputou a presidência do Senado com Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O senador alega que Dallagnol tentou interferir nas eleições, prejudicando a candidatura, o que seria uma forma de exercer atividade política, atuação proibida a integrantes do Ministério Público.

Em uma das mensagens publicadas nas redes sociais, Dallagnol dizia que a eleição de Renan Calheiros para a presidência do Senado dificultaria a aprovação de projetos de lei para o combate à corrupção.

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