Ciganos que empalaram caseiro são condenados a 25 anos de prisão

Quando Gerson de Sá Farias foi encontrado, ele ainda tinha duas facas encravadas no corpo, uma na boca e outra no peito

atualizado 12/09/2018 7:45

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Dois ciganos foram sentenciados a 25 anos de prisão, cada um, por terem empalado um homem. O crime foi um dos mais bárbaros ocorridos no Distrito Federal em 2017. Maicon Alves da Silva e José Afonso Pereira Dutra Junior começaram a cumprir a pena na última sexta-feira (7/9).

Chefe do clã e acusado de uma série de crimes, Valdeli Alves da Silva, 52 anos (foto em destaque), permanece foragido. Ele é pai de Maicon.

Maicon e José Afonso foram condenados por um latrocínio ocorrido em 30 de outubro de 2017, em Planaltina. Os dois invadiram uma chácara do Núcleo Rural Sarandy, renderam o caseiro que vivia no local e, depois de amarrá-lo, empalaram e esfaquearam o trabalhador até a morte.

Quando o caseiro Gerson de Sá Farias foi encontrado, ele tinha duas facas encravadas no corpo: uma na boca e outra no peito. Os bandidos roubaram equipamentos eletrônicos, como uma televisão, além da motocicleta da vítima, abandonada nas proximidades do imóvel.

Empaladas e mutiladas
Investigadores da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) ainda procuram Valdeli, líder do clã cigano da linhagem “Rom”. Ele é acusado de ordenar uma onda de crimes bárbaros ocorrida no DF e em Goiás. Algumas pessoas eram empaladas, mutiladas e estupradas antes de morrer.

Maicon e Derli da Silva Moura, que também é filho de Valdeli, são apontados como autores de outro crime violento. Eles roubaram e deceparam os dedos de um idoso de 88 anos em 28 de outubro de 2016. Euclides Vieira dos Santos vivia sozinho em uma chácara de Planaltina.

De acordo com os investigadores, o idoso foi agredido por Maicon e Derli, que entraram na residência da vítima atrás de objetos de valor. Com um facão, um deles tentou cortar o pescoço do senhor, que, ao se proteger com as mãos, perdeu três dedos da mão direita e dois da esquerda.

O rastro de morte deixado por eles começou em setembro de 2013, quando cinco pessoas de uma mesma família foram assassinadas de forma brutal em um bairro de Anápolis (GO). Antes, elas tiveram as orelhas decepadas com uma faca e foram obrigadas a comê-las, como constatou perícia realizada em um dos corpos.

Os filhos do líder cigano participaram de outra ocorrência bárbara: o estupro de uma criança de 6 anos, em Caldas Novas (GO). A vítima foi violentada na frente do próprio pai. Dias após o crime, o homem cometeu suicídio. Outra prática comum dos criminosos era roubar mulheres e, em seguida, estuprá-las.

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