Chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro terá que depor sobre Queiroz

Miguel Angelo Braga Grillo foi convocado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos sobre o caso do ex-assessor do parlamentar

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atualizado 16/01/2019 17:02

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) convocou o ex-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) e atual chefe de gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Miguel Angelo Braga Grillo, para depor sobre o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). As informações foram divulgadas pelo blog Politicando, do jornal O Globo.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta bancária de Queiroz. O documento foi anexado pelo Ministério Público Federal (MPF) à investigação que deu origem à Operação Furna da Onça, realizada em novembro e que levou à prisão 10 parlamentares da Alerj.

Já se passaram 40 dias após o caso se tornar público, mas nem Flávio Bolsonaro nem o próprio Queiroz atenderam aos pedidos do MP para esclarecer a situação. O ex-assessor do parlamentar, por exemplo, foi chamado duas vezes para prestar esclarecimentos e não compareceu, alegando problemas de saúde.

Em entrevista ao SBT, Queiroz afirmou que o dinheiro considerado atípico em sua conta seria resultado da venda de carros usados que promove e, no momento adequado, apresentará suas explicações ao MPRJ. Já o depósito de R$ 24 mil feito por ele em uma conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, seria a restituição de um empréstimo concedido ao ex-assessor por Jair Bolsonaro, que deu a mesma explicação sobre o recurso.

Flávio Bolsonaro, também ao telejornal da mesma emissora, disse estar tomando pé do caso para se pronunciar oficialmente ao Ministério Público – por ser parlamentar, ele não é convocado a depor, e sim convidado, podendo comparecer quando considerar mais conveniente.

Conforme O Globo, o procurador-geral de Justiça do Rio afirmou que as investigações continuam. Ele não descarta oferecer denúncia mesmo que o ex-assessor não vá depor.

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