Caso Vitória: morte foi praticada de forma “cruel”, diz juiz
Menina desapareceu em 8 de junho, após sair de casa para andar de patins. Corpo foi encontrado oito dias depois em estrada rural em SP
atualizado
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O juiz Flávio de Carvalho, da 1ª Vara Criminal de São Roque (SP), aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra os três acusados do assassinato da menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, em Araçariguama, interior de São Paulo.
No despacho, divulgado nesta quinta-feira (26/7), o magistrado destacou “a gravidade dos fatos, pois, segundo consta, teriam arrebatado a vítima em virtude de dívida de drogas” e o “meio cruel na prática do crime, não bastasse a motivação pífia”.
O juiz lembrou ainda que a menina era frágil e foi apanhada pelos criminosos quando brincava de patins, fator responsável por denotar a periculosidade dos acusados. “Não se pode deixar de consignar que a vítima era uma pré-adolescente frágil. Ela estava brincando quando foi arrebatada. De início, o responsável por este ato pode possuir periculosidade acima da média, a sujeitar-se a tamanha crueldade, colocando em risco outras vítimas na mesma situação”, escreveu.
Com a decisão, os acusados Júlio César de Lima Ergesse e o casal Bruno Marcel de Oliveira e Mayara Borges Abrantes passam à condição de réus no processo. Júlio César e Bruno estão presos na penitenciária masculina de Tremembé, interior de São Paulo. Mayara está detida na penitenciária feminina da mesma cidade.
Os suspeitos foram denunciados pelo MP em 16 de julho, por sequestro, homicídio e ocultação de cadáver. O advogado do casal, Jairo Coneglian, disse que os dois continuam afirmando sua inocência. Ele apresentará defesa prévia no processo criminal. Um defensor público será indicado para a defender Júlio César.
Caso
A menina Vitória desapareceu em 8 de junho, após sair de casa para andar de patins. Uma câmera registrou a garota brincando antes de sumir. A cidade se mobilizou em busca da criança. O corpo foi encontrado oito dias depois à margem de uma estrada rural. Conforme a perícia, ela teria sido amarrada e morta no mesmo dia do desaparecimento.
De acordo com a investigação, Vitória teria sido morta por engano. O alvo seria a irmã de um devedor de traficante. Ela teria sido confundida com a outra garota. Segundo o MP, os acusados cometeram o crime mesmo sabendo que era a vítima errada.
