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Justiça

Caso Tatiane Spitzner: com júri perto do fim, acusação quer pena alta

Advogada foi encontrada morta após cair do 4º andar de apartamento, em 2018. Marido, réu, nega ter matado a esposa

Repórter de Justiça09/05/2021 12:06, atualizado 09/05/2021 18:13
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Caso Tatiane Spitzner: com júri perto do fim, acusação quer pena alta

O julgamento de Luis Felipe Manvailer foi retomado neste domingo (9/5), às 10h, em Guarapuava (PR). Já é o sexto dia de trabalhos no Tribunal do Júri e a expectativa é que hoje seja também o último dia, com o caso Tatiane Spitzner tendo, finalmente, um desfecho.

A sessão deste domingo começou com o juiz da causa indeferindo a leitura das peças requeridas pela defesa. Em seguida, deve ser iniciado o interrogatório do réu, que poderá se manter em silêncio, caso queira.

Na sequência, começam os debates: falam representantes do Ministério Público (MP) e assistentes de acusação, pelo prazo de 1h30min. Depois, a defesa faz sua exposição, pelo mesmo prazo.

O MP, junto com os assistentes de acusação, pode decidir replicar e terão o tempo de 1 hora. A defesa, então, irá para a tréplica, pelo mesmo tempo de 1 hora.

A próxima etapa é a votação secreta pelo Conselho de Sentença e, por fim, a leitura da sentença.

“Pena alta”

Assistente de acusação e representante da família Spitzner, Gustavo Scandelari comenta que a expectativa é por uma condenação do ex-marido de Tatiane, com a imposição de uma pena alta ao réu ao final do julgamento.

“Hoje deve ser o último dia deste longo julgamento, que vai se iniciar com o interrogatório do réu preso, Luis Felipe Manvailler. Da última vez em que foi ouvido, ele optou por ficar em silêncio perante os questionamentos do Ministério Público e da família de Tatiane, respondendo apenas aos questionamentos da sua defesa. Ele deve seguir, provavelmente, na mesma linha, em silêncio, e mantendo a versão de que Tatiane teria se suicidado”, comentou o advogado.

Entenda o caso

A advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, foi encontrada morta, na madrugada de 22 de julho de 2018, após cair do 4º andar de um prédio em Guarapuava. A Polícia Civil do estado investigou o caso como suspeita de feminicídio.

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram agressões de Luis Felipe contra a advogada. As gravações registraram momentos antes da queda de Tatiane. Os dois chegam ao local de carro. Segundo a polícia, ainda dentro do veículo, o réu comete agressões contra a esposa.

De acordo com as diligências policiais, Luis Felipe retira Tatiane do carro, ainda sob agressões. O casal entra no prédio. A advogada corre para o elevador a fim de, segundo a polícia, tentar fugir.

Desde que foi preso por suspeita de feminicídio em julho de 2018, Felipe nega que tenha matado a própria esposa.