Beto Richa e outros 11 viram réus na Operação Rádio Patrulha

O ex-governador do Paraná foi acusado de corrupção passiva e fraude à licitação

Ricardo Almeida / ANPrRicardo Almeida / ANPr

atualizado 31/10/2018 19:20

O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e outros 11 investigados foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) na Operação Rádio Patrulha nesta quarta-feira (31/10). O juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, aceitou a denúncia por corrupção passiva e fraude à licitação no caso de Richa. A informação é do portal Bem Paraná.

Além de do ex-governador, são réus por corrupção passiva e fraude à licitação o ex-secretário de Infraestrutura Pepe Richa – irmão de Beto Richa–, o ex-chefe de gabinete Deonilson Rold, o ex-secretário de cerimonial Ezequias Moreira e o ex-diretor-geral da Secretaria de Infraestrutura Aldair Petry.

O ex-secretário de Assuntos Estratégicos Edson Casagrande e o advogado Túlio Bandeira são réus por fraude à licitação e corrupção ativa. Já os empresários Emerson Savanhago e Robison Savanhago, por fraude à licitação.

Ainda segundo a reportagem, o primo do governador, Luiz Abi Antoun, responde por corrupção passiva. Os empresários Celso Frare, da Ouro Verde, e Joel Malucelli, do Grupo JMalucelli, vão respondem por corrupção ativa, assim como o advogado André Felipe Bandeira.

Operação
A Operação Rádio Patrulha foi um direcionamento do programa Patrulha do Campo – criado em 2011 para recuperação de rodovias rurais do Paraná e orçado em R$ 71 milhões – para um grupo de empresários, que em contrapartida pagariam propinas ao grupo político comandado por Richa e seu irmão, Pepe Richa, ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná.

A Lava Jato busca provas de corrupção em outro esquema, também no setor de contratos de rodovias do estado: o direcionamento de uma Parceria Público Privada para consórcio liderado pela Odebrecht, em 2014, para obras e gestão de 220 quilômetros da rodovia PR-323, que liga os municípios de Maringá a Francisco Alves. Um negócio de R$ 7 bilhões.

Tanto a Rádio Patrulha como a Lava Jato consideram ter indícios de que crimes estariam sendo praticados por pessoas alvos das investigações.

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