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Justiça

Após decisão do STF, 38 réus da Lava Jato podem ser soltos

Os possíveis beneficiados estão cumprindo penas em regime fechado, semiaberto e aberto. Entre os condenados, está o ex-ministro José Dirceu

Otávio Augusto08/11/2019 11:22, atualizado 08/11/2019 14:40
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Leonardo Benassatto/ Estadão Conteúdo
Após decisão do STF, 38 réus da Lava Jato podem ser soltos

Após mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão de réus após condenação em 2ª instância, o Ministério Público Federal (MPF) calcula que, dos 74 réus da Operação Lava Jato no Paraná com condenação em segunda instância, 38 podem ser beneficiados. Entre eles está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esses possíveis beneficiados estão cumprindo penas em regime fechado, semiaberto e aberto. Entre os condenados que podem deixar a prisão, segundo o MPF, estão o ex-ministro José Dirceu, o ex-executivo da Engevix Gerson Almada e  o ex-diretor da Petrobras Renato Duque.

O levantamento mostra ainda que outros quatro condenados em segunda instância que estão na cadeia permaneceriam presos. É o caso do ex-deputado Eduardo Cunha e do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Isso porque eles também estão presos preventivamente devido a outras ações.

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a prisão só poderá ocorrer com o esgotamento de recursos, o ex-presidente  Lula pode deixar a cadeia. Contudo, a medida não derruba automaticamente todas as prisões, cabendo a cada juiz analisar caso a caso.

Contudo, o juiz pode manter os réus presos por meio de prisão preventiva. A legislação brasileira prevê a prisão por tempo indeterminado quando, por exemplo, há provas da existência do crime, risco de fuga, risco às investigações ou à ordem pública.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (07/11/2019), que será alterada a interpretação atual que permite prisão de réus após condenação em 2ª instância, ainda com recursos cabíveis antes do trânsito em julgado da sentença condenatória.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já afirmou que, com o entendimento da necessidade de aguardar o julgamento de todos os recursos em instâncias superiores, 4,8 mil presos condenados em segunda instância podem ter a execução da sentença interrompida.