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Brasil

Justiça torna réus 7 ex-assessores de Carlos Bolsonaro por rachadinha

Juiz vê indícios de esquema no antigo gabinete de Carlos e recebe denúncia contra os sete investigados por organização criminosa e peculato

19/06/2026 22:02, atualizado 20/06/2026 11:08
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Reprodução/ LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Imagem colorida, Justiça torna réus 7 ex-assessores de Carlos Bolsonaro por rachadinha - Metrópoles

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) recebeu, nesta sexta-feira (19/6), a denúncia do Ministério Público (MPRJ) contra sete ex-assessores do gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) na Câmara Municipal do Rio.

Com a decisão, os investigados passam a ser réus, acusados de participação em organização criminosa e de desvio de dinheiro público. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.

Entre os denunciados está Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro e apontado pelo MPRJ como o responsável por coordenar o esquema de rachadinha. A denúncia havia sido apresentada em setembro de 2024.

Segundo as investigações, assessores nomeados no gabinete repassavam parte dos salários a Jorge Fernandes por meio de transferências bancárias e saques. O MPRJ calcula que os valores movimentados pelos seis servidores denunciados chegaram a cerca de R$ 1,9 milhão.

A decisão foi assinada pelo juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

Ao receber a denúncia, o magistrado afirmou que a investigação reuniu elementos que indicam a existência de um esquema de rachadinha no gabinete de Carlos e que há justa causa para a abertura da ação penal.

Repasses de valores a Jorge Fernades

De acordo com a denúncia, Jorge Fernandes mantinha proximidade com a família Bolsonaro e teria articulado a nomeação dos demais investigados.

Entre os denunciados estão ainda Juciara da Conceição Raimundo Cunha, Regina Célia Sobral Fernandes, Andrea Cristina da Cruz Martins, Thiago Medeiros da Silva, José Francisco dos Santos e Alexander Florindo Baptista Júnior.

A investigação aponta que Regina Célia Sobral Fernandes teria transferido mais de R$ 800 mil para o marido, Jorge Fernandes. Já Juciara da Conceição Raimundo Cunha teria movimentado cerca de R$ 650 mil entre saques e transferências destinadas ao ex-chefe de gabinete.

Manifestações das defesas

Os acusados terão prazo de 10 dias para apresentar defesa por escrito. Após analisar as manifestações, o TJRJ deverá marcar as audiências para ouvir testemunhas e os próprios réus.

Embora o MPRJ tenha arquivado, em um primeiro momento, a investigação contra Carlos, o caso envolvendo o filho “02” do ex-presidente Bolsonaro (PL) foi reaberto em março deste ano e segue em investigação.

O Metrópoles não conseguiu contato com a defesa dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação.

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