Justiça torna réus 7 ex-assessores de Carlos Bolsonaro por rachadinha
Juiz vê indícios de esquema no antigo gabinete de Carlos e recebe denúncia contra os sete investigados por organização criminosa e peculato

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) recebeu, nesta sexta-feira (19/6), a denúncia do Ministério Público (MPRJ) contra sete ex-assessores do gabinete do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) na Câmara Municipal do Rio.
Com a decisão, os investigados passam a ser réus, acusados de participação em organização criminosa e de desvio de dinheiro público. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.
Entre os denunciados está Jorge Luiz Fernandes, ex-chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro e apontado pelo MPRJ como o responsável por coordenar o esquema de rachadinha. A denúncia havia sido apresentada em setembro de 2024.
Segundo as investigações, assessores nomeados no gabinete repassavam parte dos salários a Jorge Fernandes por meio de transferências bancárias e saques. O MPRJ calcula que os valores movimentados pelos seis servidores denunciados chegaram a cerca de R$ 1,9 milhão.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcello Rubioli, da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.
Ao receber a denúncia, o magistrado afirmou que a investigação reuniu elementos que indicam a existência de um esquema de rachadinha no gabinete de Carlos e que há justa causa para a abertura da ação penal.
Repasses de valores a Jorge Fernades
Entre os denunciados estão ainda Juciara da Conceição Raimundo Cunha, Regina Célia Sobral Fernandes, Andrea Cristina da Cruz Martins, Thiago Medeiros da Silva, José Francisco dos Santos e Alexander Florindo Baptista Júnior.
A investigação aponta que Regina Célia Sobral Fernandes teria transferido mais de R$ 800 mil para o marido, Jorge Fernandes. Já Juciara da Conceição Raimundo Cunha teria movimentado cerca de R$ 650 mil entre saques e transferências destinadas ao ex-chefe de gabinete.
Manifestações das defesas
Os acusados terão prazo de 10 dias para apresentar defesa por escrito. Após analisar as manifestações, o TJRJ deverá marcar as audiências para ouvir testemunhas e os próprios réus.
Embora o MPRJ tenha arquivado, em um primeiro momento, a investigação contra Carlos, o caso envolvendo o filho “02” do ex-presidente Bolsonaro (PL) foi reaberto em março deste ano e segue em investigação.
O Metrópoles não conseguiu contato com a defesa dos investigados. O espaço segue aberto para manifestação.

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