Justiça nega pedido de Lula para ir ao funeral de Sigmaringa Seixas

Na solicitação da defesa, consta que o ex-presidente era "amigo íntimo" de Seixas há mais de 30 anos

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 25/12/2018 17:17

A Justiça Federal do Paraná negou há pouco o pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao enterro do advogado Sigmaringa Seixas, morto nesta terça-feira (25/12).

No pedido, encaminhado à Justiça pelo advogado Manoel Caetano Ferreira Filho, a defesa afirma que Lula e Sigmaringa eram “amigos íntimos” há mais de 30 anos. O velório será realizado em Brasília na nesta quarta (26).

O pedido, segundo registros da Justiça Federal do Paraná, responsável pela execução da pena do petista, foi protocolado às 14h02. A decisão do juiz plantonista Vicente de Paula Ataíde Júnior saiu pouco mais de uma hora depois, às 15h12.

Para justificar a sua decisão, o magistrado citou o artigo 120 da Lei de Execução Penal, segundo a qual prisioneiros podem sair para velórios apenas em caso de falecimento ou doença grave do “cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão”.

Sigmaringa
Sigmaringa Seixas morreu nesta terça-feira (25), aos 74 anos Ele perdeu a batalha para um câncer no dia de Natal. Chegou a fazer um transplante de medula há alguns dias no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, mas não resistiu às complicações do procedimento.

O carioca Sigmaringa Seixas tornou-se um advogado conhecido e respeitado por atuar em causas humanistas. Defendeu estudantes da Universidade de Brasília (UnB) e sindicalistas ao longo da ditadura militar. Ele militou ao lado de petistas durante muitos anos. Além disso, foi deputado federal constituinte e acabou reeleito por duas vezes. Sigmaringa Seixas deixa a esposa, Marina, e dois filhos.

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