Justiça manda soltar jovem preso após ser confundido com filho de traficante

O jovem está preso desde o dia 4, quando foi detido na empresa onde trabalha há dois anos, em Macaé. Ele deve deixar a cadeia ainda hoje

atualizado 13/10/2021 14:27

Vinícius Matheus está preso há 10 dias na Cadeia de Benfica, confundido como filho de traficanteReprodução / TV Globo

Rio de Janeiro – A juíza Juliana Ferraz Krykthtine, da 4ª Vara Criminal de Niterói, decidiu, nesta quarta-feira (13/10), pela soltura do assistente de logística Vinícius Matheus Barreto Teixeira, de 21 anos. O jovem está preso desde o último dia 4, quando foi detido dentro da empresa onde trabalha há dois anos, em Macaé.

Vinícius foi confundido com o filho do traficante Messias Gomes Teixeira, o Feio, de 42 anos, acusado de recolher o lucro obtido pela quadrilha liderada pelo pai. A família nega as acusações e provou que a confusão se deu porque o nome do pai do rapaz é homônimo ao do traficante, no entanto, as datas de nascimento são diferentes.

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“Não vislumbro nenhuma necessidade da manutenção da custódia cautelar do réu, até porque juntou nos autos comprovante de residência e cópia da carteira de trabalho. Não foi possível identificar nenhum indício de prova em face do réu, até o presente momento, principalmente da análise detida das interceptações telefônicas  constantes dos autos”, disse a juíza em sua decisão.

Os pais do jovem seguem em vigília em frente à Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde ele segue preso há 10 dias. “Estou muito feliz. Agora só quero abraçar o meu filho”, disse Paula Barreto Gomes Teixeira, mãe de Vinícius, ao Extra.

A defesa do rapaz tentava, desde sexta-feira (8/10), um habeas corpus para a soltura, no entanto a Justiça só avaliou o pedido nesta quarta-feira alegando que não seria possível fazer durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida. O alvará de soltura para o jovem já foi expedido e ele deverá deixar a prisão até o fim do dia.

“Cabe destacar, que a identificação e qualificação de todo e qualquer investigado é feita pela Polícia Civil e confirmada pelo Ministério Público, titular da ação penal por previsão constitucional, quando do oferecimento da denúncia. Nos presentes autos não foi diferente. Não cabe ao Poder Judiciário investigar, nem mesmo identificar e qualificar os réus”, concluiu.

O traficante Messias, o Feio, é acusado de chefiar o tráfico no Morro do Urubu, em Pilares, na zona norte do Rio. O bando comandado por ele também atua no tráfico de drogas do Morro do Palácio, em Niterói.

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