Justiça manda governo Lula religar radares nas rodovias federais

Decisão prevê multa diária de R$ 50 mil por radar desligado e cobra do governo federal plano emergencial de recursos

atualizado

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1 de 1 radar-df-compressed (1) - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou que o governo federal mantenha em “pleno funcionamento” os radares das rodovias federais que foram desligados por falta de recursos, sob pena de multa diária por equipamento inativo.

A decisão foi assinada pela juíza Diana Wanderlei. Para a magistrada, o Executivo promoveu um “apagão” nas estradas ao destinar apenas R$ 43,36 milhões ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a operação dos equipamentos, valor muito abaixo dos R$ 364,1 milhões necessários.

Na decisão, a juíza destacou que a limitação orçamentária imposta pelo Executivo representa risco à vida de milhões de pessoas que trafegam pelas rodovias federais, classificando a medida como um retrocesso na proteção social.

A magistrada lembrou que os radares reduziram em quase 25% o número de mortes entre 2010 e 2016 e ainda auxiliam investigações criminais, como roubo de cargas e sequestros.

“A autonomia do Poder Executivo na definição das dotações orçamentárias também é relativa, pois os cumprimentos de prestações de serviços primárias não podem ser relegados ou colocados em segundo plano. O princípio constitucional da inafastabilidade de apreciação das demandas pelo Poder Judiciário, e consequente submissão dos atos do Poder Executivo à sindicância pelo Poder Judiciário”, escreveu a juíza da 5ª Vara Federal.

Diana determinou que o Dnit comunique, em até 24 horas, às concessionárias para religarem os equipamentos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil por radar desligado.

A juíza também ordenou que a União apresente, em até cinco dias, o planejamento orçamentário para viabilizar o cumprimento integral do Acordo Nacional dos Radares, firmado em 2019 e homologado pela Justiça.

A magistrada afirmou ainda que a omissão do governo pode configurar improbidade administrativa e até crime de responsabilidade, caso não haja solução imediata para a retomada do programa.

“Intimem-se com urgência todos as partes envolvidas no Acordo Nacional dos Radares, em especial a União, fora a figura do seu AGU responsável, intimação pessoal ao Chefe da Casa Civil do governo federal, ou quem fizer as vezes, para fins de acompanhamento e viabilizar possível solução consensual”, completou a magistrada em decisão obtida pela reportagem.

Em resposta ao Metrópoles, o Dnit informou que tomou conhecimento da decisão e que, diante disso, “os técnicos da autarquia estão analisando os seus termos”.

“Junto com a Advocacia-Geral da União (AGU) irá apresentar em tempo os argumentos que respeitem o processo legal da referida ação. A autarquia reitera seu compromisso com a segurança viária das rodovias sob sua administração e que atua dentro dos preceitos legais dos trâmites administrativos, garantindo a lisura de suas ações”, afirmou o órgão.

Já a AGU informou que o Dnit foi intimado da decisão e que “empregará os esforços necessários para o seu cumprimento”.

 

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Radar pirâmide - Metrópoles
Cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, começa a testar um radar antibarulho para multar veículos que desrespeitem o silêncio.
Motorista foi flagrado dirigindo a 222 km/h
Avenida Prestes Maia, na região central de São Paulo, onde está radar campeão de multas na capital paulista
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Avenida Prestes Maia, na região central de São Paulo, onde está radar campeão de multas na capital paulista

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Cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, começa a testar um radar antibarulho para multar veículos que desrespeitem o silêncio.
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Cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo, começa a testar um radar antibarulho para multar veículos que desrespeitem o silêncio.

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Motorista foi flagrado dirigindo a 222 km/h
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Motorista foi flagrado dirigindo a 222 km/h

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