Juíza diz que adolescente armou emboscada para estupro coletivo no Rio

Justiça do Rio de Janeiro decidiu pela internação do adolescente por participação em estupro coletivo

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Menor envolvido "comemorou" estupro coletivo em Copacabana, diz PCERJ - Metrópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou a internação do adolescente que participou de um estupro coletivo ocorrido em um apartamento de Copacabana, em janeiro deste ano. A decisão, assinada nessa sexta-feira (17/4) pela juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, concluiu que o jovem planejou uma “emboscada” contra a vítima, de 17 anos, com quem ele mantinha um relacionamento afetivo.

O adolescente foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses. Ele já havia sido encaminhado ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e aguardava a decisão de forma provisória em uma unidade de internação.

Segundo a decisão, o depoimento da vítima foi ponto central para a sentença. De acordo com a juíza, em crimes de natureza sexual, que geralmente ocorrem de forma clandestina e sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade.

No texto, a magistrada destacou que atribuir peso qualificado ao relato não desequilibra o processo, mas busca assegurar igualdade material diante das dificuldades de prova em crimes dessa natureza.

Foi utilizado o Protocolo para Julgamento sob Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta que a Justiça considere as desigualdades estruturais e as relações de poder em casos de violência contra mulheres.

Além do adolescente sentenciado, quatro homens adultos foram presos após o cumprimento de mandados de prisão preventiva.

São eles:

  • Mattheus Verissimo Zoel Martins, 19 anos;
  • João Gabriel Xavier Bertho, 19 anos;
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho do subsecretário José Carlos Costa Simonin, advogado e atuante em frentes de direitos humanos;
  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos.

Os quatro respondem pelos crimes de estupro de vulnerável e lesão corporal.

O caso

De acordo com o inquérito da Polícia Civil, o crime ocorreu no interior de um apartamento, para onde a vítima foi atraída sob o pretexto de um encontro com o ex-namorado, que era seu colega de escola.

Ao chegar ao local, a adolescente foi trancada em um quarto e submetida a agressões físicas e psicológicas por mais de uma hora.

A denúncia detalha que, após recusar investidas do menor, a vítima foi abordada por outros quatro homens adultos. Segundo o delegado Ângelo Lajes, responsável pelo caso, a jovem foi agredida com chutes no abdômen, puxões de cabelo e sofreu sangramentos.

Durante o ato, os agressores demonstraram preocupação com as marcas deixadas no corpo da vítima, questionando se sua mãe a veria sem roupas.

As investigações apontaram ainda um comportamento de extrema crueldade por parte dos envolvidos. Segundo a Polícia Civil, o menor de idade teria chegado a “comemorar” o crime.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?