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Brasil

Juiz manda prender 13 policiais por suspeita de chacina no Pará

As detenções foram pedidas pelo Ministério Público, após evidências de que os dez trabalhadores rurais foram assassinados

Estadão Conteúdo10/07/2017 17:50, atualizado 10/07/2017 17:54
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Divulgação/PCPA
Juiz manda prender 13 policiais por suspeita de chacina no Pará

Treze policiais, 11 militares e dois civis, foram presos nesta segunda-feira (10/7) suspeitos de participação na morte de dez trabalhadores rurais na fazenda Santa Lúcia, em Pau d’Arco, no sudeste do Pará. As prisões temporárias foram autorizadas pelo juiz Haroldo Silva da Fonseca, da Comarca de Redenção, interior daquele Estado. Entre os policiais presos está o coronel Carlos Kened Gonçalves de Souza. Eles não tinham advogado constituído até o início da tarde.

No última dia 8, líder de acampamento sem-terra onde ocorreu chacina de Pau d’Arco foi assassinado. Segundo a ONG Justiça Global, Rosenildo Pereira de Almeida, conhecido como ‘Negão’, de 44 anos, foi morto a tiros na cidade de Rio Maria, a 60 quilômetros de Pau D’Arco, onde aconteceu a chacina.

As detenções foram pedidas pelo Ministério Público, após evidências de que os trabalhadores rurais foram assassinados. Policiais federais foram destacados para cumprir os mandados de prisão. Oito policiais militares e um civil foram presos em Redenção, enquanto os demais foram detidos em Belém. Por ordem do juiz, os policiais foram levados para o Centro de Recuperação Especial Cel. Anastácio das Neves (Crecan), em Santa Izabel, na Região Metropolitana de Prisão.

 Procurada, a Secretaria da Segurança Pública do Pará informou ter agendado entrevista coletiva às 17 horas, em conjunto com a Polícia Federal e a Polícia Civil, para passar informações relativas às prisões.

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