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Brasil

JP Morgan: Brasil não deve ampliar para 2021 o aumento nos gastos públicos

Instituição prevê que o PIB brasileiro vai cair 7% em 2020 e vê prisão de Fabrício Queiroz como fator de desestabilização do cenário

21/06/2020 23:15

O JP Morgan manteve sua projeção de que o Banco Central fará um corte de 0,50 ponto porcentual na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), levando a taxa básica de juros, a Selic, para 1,75% ano. Já no cenário político, o banco americano vê o início de um “novo capítulo da saga política” com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro, de acordo com relatório divulgado neste final de semana.

Para os estrategistas do JP, a prisão de Queiroz aumenta a tensão política no Brasil, pois aproxima as investigações da família do presidente Jair Bolsonaro.

Sobre a taxa básica de juros, o JP Morgan avalia que a inflação abaixo da meta da autoridade monetária e um cenário de crescimento econômico mais preocupante do que constou no comunicado da última reunião – que reduziu a Selic para 2,25% e sinalizou a possibilidade de corte “residual” pela frente – apoiam a previsão de redução de 0,50 ponto.

O maior risco para um corte de 0,50 ponto na reunião de agosto é o cenário fiscal, alerta do JP Morgan. Até agora, o governo manteve o aumento de gastos públicos para conter os efeitos da pandemia de coronavírus restrito a 2020, mas pressões para estender estas despesas para 2021 ou sinais de que a âncora fiscal pode ser abandonada pelo Planalto podem afetar os próximos passos do BC, observa o relatório.

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A visão -e a torcida – do JP Morgan é que o ajuste fiscal será retomado em 2021. Por isso, o BC vai cortar a Selic para 1,75%, mantendo as taxas neste nível historicamente baixo até o segundo semestre do ano que vem.

Indicadores, como o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) divulgado na semana passada, apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre pode vir levemente melhor que o esperado pelo banco americano, destaca o relatório. O JP prevê para o período contração trimestral anualizada de 51%.

Contudo, os recentes eventos políticos e a evolução da pandemia do coronavírus, que desacelerou o ritmo de expansão, mas ainda não dá sinais de estabilização, indicam que a fraqueza na atividade econômica pode ser mais prolongada. Assim, o JP Morgan manteve sua previsão de queda de 7% no PIB brasileiro este ano.

Veja imagens da prisão de Queiroz:

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Queiroz estava em um imóvel em Atibaia quando foi preso
Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo
Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo
Ministério Público do Rio conduziu a operação que prendeu Queiroz
Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo
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Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo

Reprodução TV Globo
Queiroz estava em um imóvel em Atibaia quando foi preso
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Queiroz estava em um imóvel em Atibaia quando foi preso

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Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo
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Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo

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Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo
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Queiroz foi preso em operação da Polícia Civil e do MP de São Paulo

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Ministério Público do Rio conduziu a operação que prendeu Queiroz
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Ministério Público do Rio conduziu a operação que prendeu Queiroz

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