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Brasil

Jovem relatou visitas de "menino" a academia três dias antes de ser morta. Ouça áudio

Nos áudios, a jovem conta que se sente incomodada com a visita frequente de um "menino", que foi "conhecer" o local de trabalho dela 5 vezes

18/09/2026 11:24
Reprodução/Prefeitura deLondrina
Imagem colorida,Thaissa de Oliveira Marques- Metrópoles

Dias antes de ser morta, Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, enviou áudios a um amigo reclamando de visitas constantes de um “menino” onde ela trabalhava, em uma academia de Londrina, no norte do Paraná. A jovem foi assassinada durante uma tentativa de estupro no último dia 11, e o suspeito segue preso. Ouça os áudios:

Conforme apurou o Metrópoles, o laudo pericial constatou que Thaissa levou 46 facadas e morreu por hemorragia aguda “decorrente de lesões na cervical”. O portal teve acesso às imagens do crime, que mostram a corda usada para enforcar a jovem e uma faca que ficou com a ponta torta.

Jovem relatou visitas de “menino” a academia três dias antes de ser morta - destaque galeria
3 imagens
corda usada para tentar enforcar Thaissa
Ela foi morta com diversos golpes de faca após reagir a uma tentativa de estupro
Ponta da faca ficou torta após vítima ser esfaqueada 46 vezes
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Ponta da faca ficou torta após vítima ser esfaqueada 46 vezes

Material cedido ao Metrópoles
corda usada para tentar enforcar Thaissa
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corda usada para tentar enforcar Thaissa

Material cedido ao Metrópoles
Ela foi morta com diversos golpes de faca após reagir a uma tentativa de estupro
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Ela foi morta com diversos golpes de faca após reagir a uma tentativa de estupro

Reprodução/Prefeitura deLondrina

Os áudios da vítima foram enviados a um amigo em 8 de setembro, três dias antes do crime. Thaissa contou que se sentia incomodada com a visita frequente de um “menino”— 0 mesmo suspeito do crime, que foi “conhecer” a academia ao menos cinco vezes.

“Ele já veio aqui umas cinco vezes. Ele já veio mandar currículo, já enviou o currículo 300 mil vezes. Aí, agora ele veio ver a academia, sendo que ele já veio aqui antes. Aí, ele falou que queria conversar com o meu gerente pra ver, porque ele queria marcar entrevista e não marcaram”, contou a jovem.

No segundo áudio, Thaissa mostrou-se desconfiada ao relatar para o amigo uma das vezes em que teve que mostrar o espaço da academia ao suspeito.

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“Eu fui mostrar para ele a academia. Aí, eu entrei já pensando: ‘Tem câmera, né?’ Eu falei: ‘Espero que meu gerente esteja olhando’. Chegamos perto do banheiro, e eu falei: ‘Ali são os banheiros e tudo mais, mas você não tem interesse em ver, não, né?’. Aí, ele: ‘Não, quero ver os banheiros'”, narrou.

“E eu pensava: ‘Puta merda, não tem câmera nessa merda”, complementou Thaissa.

Conforme a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os áudios obtidos pelo Metrópoles e repercutidos nas mídias sociais estão sendo analisados no inquérito do caso.

Entenda o caso

Thaissa levou 46 facadas na tarde de uma sexta (11/9), enquanto trabalhava entregando panfletos em frente a uma academia na zona leste de Londrina (PR). Ao apresentar o espaço, o suspeito a teria pegado à força e a levado a um vestiário, onde a enforcou com uma corda e a esfaqueou 46 vezes.

Após o crime, o suspeito foi a um bar próximo à academia e pediu ajuda dizendo que havia sido “assaltado”. Momentos depois, a polícia compareceu para atender a suposta ocorrência, mas descobriram que era mentira.

Ainda no local, a corporação foi acionada pelo gerente da academia, após o corpo de Thaissa ser encontrado em um dos vestiários. Os mesmos policiais que atendiam a ocorrência associaram os fatos, ouviram testemunhas e prenderam o suspeito em flagrante, que confessou o crime.

“Durante o atendimento da ocorrência, o suspeito foi localizado ferido em outro endereço. Segundo os agentes, ele relatou a tentativa de estupro e que, por não conseguir consumar o ato, acabou por matar a vítima”, detalhou a Polícia Civil do Paraná.

O homem responderá por homicídio qualificado e tentativa de estupro, permanecendo à disposição da Justiça. A PCPR segue com a investigação do caso.