Jovem Pan demite colunista após fala sobre caso de Mariana Ferrer

Mais cedo, em live, Rodrigo Constantino disse que não denunciaria estupradores da filha. Ele negou ter feito apologia ao estupro

atualizado 04/11/2020 16:53

Reprodução de vídeoReprodução/Twitter

A Joven Pan demitiu, nesta quarta-feira (04/11), o colunista Rodrigo Constantino. A demissão ocorre após o escritor defender que não denunciaria possíveis estupradores da sua filha, a depender das “circunstâncias” do ocorrido, e que a colocaria de castigo.

Em postagem no Twitter, Constantino afirma que teve a fala distorcida e que não culpa a rádio. “É do jogo. Quem me conhece e quem viu de fato sabe que eu jamais faria apologia ao estupro! Mas desde já estou fora da Jovem Pan”.

Em nota, a Jovem Pan confirmou a demissão. A emissora afirmou que a fala ocorreu fora da plataforma da rádio e que “desaprova veementemente todo o conteúdo publicado nos canais pessoais e apresentado nessa live”.

“No caso de Mariana Ferrer, defendemos que a vítima não deve ser responsabilizada pelos atos de seu agressor, apesar do respeito que todos nós devemos ter às decisões judiciais”, completou a rádio.

Comentário em live

A declaração foi dada durante transmissão virtual realizada no canal do colunista no YouTube, quando Constantino comentava a sentença do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) a respeito do caso Mariana Ferrer.

O escritor defendeu que “dá boa educação para que isso não aconteça” com sua filha. “Mas se ela chegar em casa e disser: ‘Fui estuprada’. [Vou pedir para ela ] Me dar as circunstâncias”.

“Fui em uma festinha, eu e três amigas, tinham 18 homens, bebemos muito e eu estava ficando com dois caras, e eu acabei dormindo lá e eu fui abusada. Ela vai ficar de castigo feio e eu não vou denunciar um cara desses pra polícia, eu vou dar esporro na minha filha”, disse o colunista sobre uma situação hipotética envolvendo a filha.

Constantino ainda argumentou que “existe mulher decente ou piranha”. “Não pode falar essas coisas mais hoje em dia. Homem que faz uma coisa dessas não é decente, mas não existe também a ideia de mulher decente?”.

“As feministas querem que não. Porque feminista é tudo recalcada, ressentida e, normalmente, mocreia, vadia, odeia homem, odeia união estável, casamento”, acrescentou.

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