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Jovem morre de apendicite após 3 idas a hospital; família alega negligência

Segundo o pai da vítima, somente na terceira ida que médicos diagnosticaram apendicite e internaram o filho para cirurgia

08/10/2026 14:44, atualizado 08/10/2026 14:51
Reprodução/Instagram
Imagem colorida, João Victor Azeredo tinha 18 anos- Metrópoles

João Victor Azeredo, de 18 anos, morreu após passar 15 dias internado por complicações de apendicite no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. A família do jovem acusa a unidade de negligência médica ao alegar que João buscou atendimento três vezes, mas recebeu alta antes de a dor abdominal se agravar.

João faleceu no sábado (3/10), e a família pede justiça.

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João Victor Azeredo morre e família acusa negligência médica
Família acusa negligência médica após morte de João Victor Azeredo
João Victor Azeredo tinha 18 anos
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João Victor Azeredo tinha 18 anos

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Família acusa negligência médica após morte de João Victor Azeredo
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Família acusa negligência médica após morte de João Victor Azeredo

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Conforme Bruno Azeredo, pai da vítima, João procurou o hospital pela primeira vez na tarde de 16 de setembro, com fortes dores abdominais. O jovem teria sido internado durante 12 horas com medicamento na veia e realizado duas ultrassonografias.

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Ainda segundo o pai de João, na madrugada do dia 17, médicos discutiram sobre realizar ou não uma cirurgia.

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“Os dois cirurgiões entram em atrito. Um diz que é caso cirúrgico e o outro diz que não é. E, aí, ele (médico) pede uma ultrassonografia por volta das 5h. A ultrassonografia só foi feita às 10hs, e o o cirurgião já não estava mais, nenhum dos dois”, denunciou.

Pela manhã, outra médica deu alta hospitalar para João com um laudo de gastroenterite, que informava os antibióticos necessários para dor abdominal. João e o pai voltaram para casa.

No entanto, apesar de tomar os remédios, o jovem sentiu dor na noite do dia 17 e retornou com o pai ao Hospital Municipal Pedro II. Após um tempo, João foi atendido, o médico passou novamente o medicamento na veia e o internou durante a madrugada, no dia 18.

Mais tarde, a médica o liberou com um novo laudo, que pedia a compra de morfina e o aumento da dosagem do antibiótico. Conforme Bruno, a morfina deu um alívio falso, porque a dor voltou mais intensa horas depois.

Apendicite diagnosticado no terceiro retorno

No dia 18, Bruno levou o filho à mesma unidade, após o jovem sentir dores a ponto de “não conseguir mais respirar”, segundo o pai. Foi na terceira ida que os médicos diagnosticaram apendicite, e o rompimento dela.

“Eu volto com ele para o Pedro II e lá eles falam que era apêndice. E o apêndice do meu filho rompeu, porque ele ficou três dias seguidos indo ao hospital, e eles estavam dando laudo errado. O meu filho foi morto dentro do hospital Pedro II por negligência médica”, lamentou o pai.

João foi internado para tratar da apendicite e, 15 dias depois, o hospital informou a morte à família.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio lamentou a morte de João e informou que abriu sindicância para investigar os detalhes do atendimento prestado à vítima.

“A direção do Hospital Municipal Pedro II vem prestando todas as informações à família do paciente e segue à disposição para mais esclarecimentos”, comunicou.

O Metrópoles acionou a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), e o espaço segue aberto para manifestações.